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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O jeitinho brasileiro é superestimado

O brasileiro, acompanhado de sua síndrome vira-lata, é o primeiro a negar as qualidades do próprio País. No topo das mazelas sociais e econômicas está sempre uma mesma palavra: corrupção. Some esta característica ao cultural "jeitinho brasileiro", descrito praticamente desde 1500, e temos logo um esteriótipo pronto de brasileiro malandro, sem vergonha, desafeito às leis.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Mudança de perspectiva

O problema não é mudar o pragmatismo. Deve-se, no mínimo, reconhecer que uma sociedade que só trabalha pela manutenção de um sistema que não é capaz de se reconstruir está longe de ser uma democracia como o nome diz que é.

Entender a política brasileira sob a ótica da ideologia partidária é praticamente impossível (ou bizarro). Isto não é novidade. Em casos recentes, a dicotomia pragmatismo/programatismo tão pontuada no discurso da ex-senadora Marina Silva nunca se fez tão presente, inclusive no próprio quintal da aliada do governador Eduardo Campos (PSB).

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Palahniuk está entediado

obs.: este é um texto da aba "relato pessoal", fora do tema principal do site.

Estou entediado. Não do tipo que se martiriza pela falta do que fazer. Mas por não estar afim de fazer o que  há para se fazer. 
Nada.
Nada mesmo.

E só pelo prazer da companhia, vou entediá-lo também.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Toque e repulsa

Uma das experiências mais enriquecedoras que tive entre 2009 e 2011 foi um curso de artes cênicas que participei em uma instituição de minha cidade, Sorocaba (SP). Para perder a timidez, a princípio, mas logo percebi que havia muito mais a ser absorvido por ali. Dentre nossas atividades, lembro com detalhes de um projeto, que não pode ser finalizado por questões administrativas, em que os alunos poderiam criar textos com a temática "sexualidade". O objetivo era explorar o assunto de todas as maneiras possíveis, desde o módulo mais didático (uso de preservativo, DST) , passando pela comédia criada pelo tabu (sexo virtual, papo entre amigos), até às perversões que se desenvolveram na sociedade ao longo dos séculos. A pedofilia, por exemplo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Leituras digitais

A notícia mais comentada por toda a imprensa na data de hoje com certeza é a que diz respeito à pesquisa do Instituto Verificador de Circulação (IVC), que divulgou dados positivos sobre a dita "sobrevida" do jornal impresso, com um aumento de 1,8% de sua circulação em 2012. Em uma época em que o jornalismo digital encontra-se em expansão constante, o dado surge para acalmar os ânimos de alguns e incitar a reflexão de pontos importantes do fazer jornalístico e dos métodos de se levar a informação, da melhor forma possível, ao leitor.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Palavras bonitas, palavras difíceis

Tenho uma colega jornalista que costumava expor em seu mural do Facebook, com certa periodicidade, palavras que ela considerava bonitas. Não sei ao certo o que ela entendia por beleza neste aspecto tão específico, mas suponho que seja uma ideia que fala por si, que sirva para enfeitar um texto ou que apenas seja agradável. Destas que com certeza poderiam ter sido substituídas por outras sem perder o sentido, mas que sua presença rendem um tom que alguns costumam entender por arte, literatura, poesia, ou a designação que mais lhe agradar. 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Impunidade e vingança

O que entendemos por justiça?

Se existe um valor que praticamente qualquer ser humano entende como fundamental, mesmo através dos séculos, este é o senso de justiça. Embora ele tenha sofrido drásticas alterações morais e atravesse as sociedades de maneiras divergentes, passando da lei de Talião (que, de certa forma, ainda é praticada em países como o Irã) até os moldes que conhecemos hoje,  a lógica persiste no princípio da igualdade (que em muitos casos, é desigual). A forma como essa equiparação foi praticada é que fez com que diferentes estruturas sociais se formassem ao longo da história.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Os pianos e as pessoas

Pode um objeto ser mais vivo que uma pessoa?

Gosto mais de pianos que de pessoas. Não é misantropia. É conceitual. Sempre esteve comigo e nunca sequer notei. Distraio-me facilmente em lugares onde um piano descansa, aguardando por alguém para tocá-lo. Seja o piano que serve como estante de livros e quinquilharias, seja um instrumento desafinado e abandonado em uma antiga estação de trem. Adianto que não me sinto anormal: defina-me anormalidade. Afinal, afeiçoar-se a um objeto sem vida poderia ser explicado como uma forma de compensar tudo aquilo que não se conquistou em meio às relações humanas.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Da moral e da prática

Sobre os preconceitos que ainda não superamos


obs.: este texto foi atualizado e publicado na revista "Shopping Granja Olga". O tema é o mesmo, apenas mudei a forma de escrever, na edição publicada, eximindo meus relatos pessoais aqui contidos 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Com a palavra, Seu Toninho

O voto é mesmo consciente?

Seu Toninho acomodava-se sentado sobre a guia da calçada, próximo a um ponto de ônibus. Conversava em um tom de voz relativamente baixo com outro homem, - este parecia bem mais jovem - mas suficiente para ser ouvido por quem também ali se aconchegou para aguardar o transporte. O assunto que lhes tomava a atenção era o mesmo que invade a casa de todas as famílias brasileiras, de quatro em quatro anos: as eleições municipais. O local do diálogo influenciou que tópico seria discutido por eles, da maneira mais informal que se possa imaginar: a qualidade do transporte público da cidade. Seu Toninho – só pude saber seu apelido, pois o interlocutor deste senhor não se cansava de repeti-lo – dizia que há muito, em Sorocaba, se reclama de atrasos e problemas com algumas linhas específicas.