A Electronic Entertainment Expo (E3), um dos maiores eventos sobre games do mundo, trouxe novidades que o expectador aguardava há muito. Finalmente foi possível conhecer de perto o poder de fogo da nova geração dos gigantes Sony, Microsoft e Nintendo, que até então só estava sendo representada pelo Wii U, ainda com poucos títulos.
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Y a mucha honra, novelas mexicanas se mantêm com reprises
Este texto foi escrito para o Curso Estado de Jornalismo - Estadão
Pela sexta vez em 18 anos, uma Maria das terras mexicanas está ocupando as telinhas da TV diariamente. A telenovela Maria do Bairro, produzida pelo grupo mexicano Televisa, voltou a ser transmitida desde o final de setembro no SBT. Com ela, um conjunto de produções reprisadas pelo canal tem superado a audiência de programas inéditos de concorrentes. Na primeira semana de outubro, Rubi atingiu 7,6 pontos no Ibope, na terceira passagem da trama pelo Brasil. No mesmo horário, a Record não ultrapassava 3,7 com o Jornal da Tarde.
Pela sexta vez em 18 anos, uma Maria das terras mexicanas está ocupando as telinhas da TV diariamente. A telenovela Maria do Bairro, produzida pelo grupo mexicano Televisa, voltou a ser transmitida desde o final de setembro no SBT. Com ela, um conjunto de produções reprisadas pelo canal tem superado a audiência de programas inéditos de concorrentes. Na primeira semana de outubro, Rubi atingiu 7,6 pontos no Ibope, na terceira passagem da trama pelo Brasil. No mesmo horário, a Record não ultrapassava 3,7 com o Jornal da Tarde.
Fonte Nova vai oferecer áreas do estádio para realização de eventos
Fonte Nova vai oferecer áreas do estádio para realização de eventos
Objetivo é custear a manutenção do estádio com shows, lutas, desfiles e outros eventos
01 de outubro de 2013 | 18h 51
Luiz Fernando Toledo, especial para o Estado - O Estado de S.Paulo
SALVADOR - A Arena Fonte Nova pretende fazer valer sua condição multiuso. O estádio em Salvador vai oferecer ao mercado algumas das dependências do complexo para a realização de eventos já a partir deste mês. A estimativa de lucro com o empreendimento é de R$ 1 milhão por ano com o aluguel de sete espaços, incluindo o gramado. Foi o que declarou o presidente da Fonte Nova Participações, Marcos Lessa, em entrevista exclusiva ao Estado no último domingo. O valor será embolsado pelo consórcio OAS/Odebrecht, que detém a concessão para administrar a Arena por 35 anos, em parceria público-privada (PPP) com o governo da Bahia. Segundo a assessoria do complexo, o valor será utilizado no pagamento dos custos e na manutenção dos equipamentos estádios.
Personagens dos cinemas 'invadem' mundo real em série no Youtube
Personagens dos cinemas 'invadem' mundo real em série no Youtube
Harry Potter, Indiana Jones e Gandalf estão entre personagens de brincadeira cinematográfica
22 de novembro de 2013 | 16h 29
Luiz Fernando Toledo - Especial para O Estado de S. Paulo
Não é todo dia que Gandalf, o poderoso mago da série O Senhor dos Anéis, aparece para impedir que cidadãos atravessem uma ponte em uma tarde qualquer. Imagine a cena: de cajado e espada, o feiticeiro brada sua famosa frase "You Shall Not Pass" a todos que tentam atravessar de um lado a outro. Mais improvável ainda seria estar aguardando um trem e se deparar com o bruxinho mais famoso do mundo, Harry Potter, tentando encontrar a plataforma 9 3/4 para ir à Hogwarts. De coruja e tudo.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Cinco motivos para querer um Playstation 4
Matéria publicada na Revista Vish
CINCO MOTIVOS PARA QUERER UM PLAYSTATION 4
domingo, 14 de abril de 2013
domingo, 10 de março de 2013
A “fantasia real” no universo do BBB
Artigo publicado na revista "Shopping Granja Olga" do mês de março
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domingo, 24 de fevereiro de 2013
O fim da quarta parede em "House of Cards"
Um cão agoniza numa rua cinzenta, após ser atropelado. Céu escuro, seus gemidos são o único som existente a uma distância de dois ou três quarteirões. Surpreso com o forte estampido do carro que precedeu o acidente, o deputado Frank Underwood (Kevin Spacey) invade a tela pela primeira vez. Segue em direção ao animal e fala diretamente à câmera, personagem ao espectador, transferindo seu pensamento a uma metalinguagem pouco comum em seriados: "Há dois tipos de dor: a dor que o torna mais forte e a dor inútil, a que se reduz a sofrimento. Não tenho paciência para inutilidades". São as últimas palavras do personagem antes de encurtar o sofrimento do cão com a morte.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Assista ao clip "The Final March", da banda Valveline
Este release foi escrito para o site Sorockaba
Atrás das grades e com uma porção de jornais como destaques visuais, a sorocabana Valveline lança seu primeiro videoclip, com a empolgante The Final March. Primeira faixa do EP que leva o mesmo nome, o quarteto já conhecido na cidade e em toda a região grava sua terceira produção audiovisual - as duas primeiras produzidas ao vivo no Asteroid Bar - com a participação das atrizes Ana Paula Costa Martins e Leila Viana.
Atrás das grades e com uma porção de jornais como destaques visuais, a sorocabana Valveline lança seu primeiro videoclip, com a empolgante The Final March. Primeira faixa do EP que leva o mesmo nome, o quarteto já conhecido na cidade e em toda a região grava sua terceira produção audiovisual - as duas primeiras produzidas ao vivo no Asteroid Bar - com a participação das atrizes Ana Paula Costa Martins e Leila Viana.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
"Foi só uma piada"
Algumas considerações sobre o documentário "O Riso dos Outros", do diretor Pedro Arantes
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
Matéria: O Solfejo coletivo da percussão
O solfejo coletivo da percussão
Sorocabanos integram grupo de percussão Tchá-Degga-Da, que inova em método de ensino coletivo
Luiz Fernando Toledo
luiz.toledo@jcruzeiro.com.br
Não foi por acaso que o grupo de percussão Tchá-Degga-Da caiu nas graças da grande mídia nos últimos anos. Semifinalistas do programa "Qual é o seu talento", do SBT, aplaudidos em pé por toda a plateia do Domingão do Faustão no quadro "Se vira nos 30" e entrevistados no programa "Manhã Maior" da Rede TV, o grupo alcançou rapidamente o status de grande banda. Não só banda, como uma espécie de escola online de musicalização, que atingiu jovens dos quatro cantos do País. Com 11 componentes sorocabanos - três veteranos e oito que se uniram à equipe em 2011, tiveram destaque no jornal Cruzeiro do Sul na última semana ("Jovens sorocabanos estão na Seleção Brasileira de Percussão", 3 de fevereiro). O criador do grupo, o americano John Grant e sua esposa, Taciane, conversaram com a reportagem e contaram sobre o projeto inovador cujo nome remete a um rudimento (elemento básico) da percussão - Tchá-Degga-Da, uma espécie de onomatopeia, que na linguagem dos músicos, é chamada de "flam drag".
"De onde vocês são?" é o questionamento que qualquer um tomaria como ponto de partida. A resposta não viria assim tão fácil: o divertido sotaque americano de John, mesclado à sonora fala carioca de sua esposa, já entregava a origem diversificada do grupo. "Somos de todo o Brasil", afirmou Taciane. Diferente do que foi repetido exaustivamente no Domingão do Faustão, Tchá-Degga-Da não pertence a Sorocaba. Trata-se de um projeto, criado pelo americano em 2005, que integra jovens de diversas regiões do País. A rotina dos músicos parece complexa: de tempos em tempos, John avisa em seu site oficial (http://drumline.com.br) que haverá um acampamento em uma determinada data e local. Os percussionistas, que partem do Rio de Janeiro, Paraná, Goiás, São Paulo e outros estados, se viram como podem para chegar ao encontro, onde passam dias ensaiando. Nessas reuniões, John e outros músicos dão aulas de percussão aos alunos mais novos e divulgam o trabalho na região em que ocorre o evento, para que outros também se interessem. Após essas convenções musicais, eles gravam tutoriais e criam vídeos no Youtube, divulgando o trabalho através das redes sociais e do site oficial, para que outros aprendam. John explica que os tutoriais são produzidos pelos próprios alunos, com um método de caráter social. "Se um cara que veio dos EUA chegar gravando vídeos mostrando sua técnica, ninguém vai se interessar. Agora, se eu mostrar um aluno que realmente aprendeu, o espectador vai pensar: "se ele consegue, eu também consigo", relata.
Nos encontros seguintes, internautas que conheceram o grupo através dos vídeos acabam participando também. "Muitos acham que nós somos uma empresa grande, que tem escolas em outras cidades ou professores que recebem salário para ensinar. Não é nada disso, nosso projeto é totalmente independente e não possui renda própria", comenta John. Na realidade, o grupo se registrou como Organização Não-Governamental (Ong) há um ano. A impressão de grande se intensificou pela visibilidade nacional que atingiram após as apresentações na TV. Um dos objetivos do Tchá-Degga-Da é treinar uma seleção brasileira de percussão para competir em um tradicional evento nos Estados Unidos, que ocorre em abril - o Campeonato Mundial de Percussão Rudimentar (WGI).
Para participar do grupo, basta querer. Taciane explica que não é preciso ter nenhuma noção musical. "Tivemos alunos que entraram sem conhecer nada de música, mas se interessaram tanto que hoje se profissionalizaram e estão no mercado de trabalho", comenta, satisfeita.
luiz.toledo@jcruzeiro.com.br
Não foi por acaso que o grupo de percussão Tchá-Degga-Da caiu nas graças da grande mídia nos últimos anos. Semifinalistas do programa "Qual é o seu talento", do SBT, aplaudidos em pé por toda a plateia do Domingão do Faustão no quadro "Se vira nos 30" e entrevistados no programa "Manhã Maior" da Rede TV, o grupo alcançou rapidamente o status de grande banda. Não só banda, como uma espécie de escola online de musicalização, que atingiu jovens dos quatro cantos do País. Com 11 componentes sorocabanos - três veteranos e oito que se uniram à equipe em 2011, tiveram destaque no jornal Cruzeiro do Sul na última semana ("Jovens sorocabanos estão na Seleção Brasileira de Percussão", 3 de fevereiro). O criador do grupo, o americano John Grant e sua esposa, Taciane, conversaram com a reportagem e contaram sobre o projeto inovador cujo nome remete a um rudimento (elemento básico) da percussão - Tchá-Degga-Da, uma espécie de onomatopeia, que na linguagem dos músicos, é chamada de "flam drag".
"De onde vocês são?" é o questionamento que qualquer um tomaria como ponto de partida. A resposta não viria assim tão fácil: o divertido sotaque americano de John, mesclado à sonora fala carioca de sua esposa, já entregava a origem diversificada do grupo. "Somos de todo o Brasil", afirmou Taciane. Diferente do que foi repetido exaustivamente no Domingão do Faustão, Tchá-Degga-Da não pertence a Sorocaba. Trata-se de um projeto, criado pelo americano em 2005, que integra jovens de diversas regiões do País. A rotina dos músicos parece complexa: de tempos em tempos, John avisa em seu site oficial (http://drumline.com.br) que haverá um acampamento em uma determinada data e local. Os percussionistas, que partem do Rio de Janeiro, Paraná, Goiás, São Paulo e outros estados, se viram como podem para chegar ao encontro, onde passam dias ensaiando. Nessas reuniões, John e outros músicos dão aulas de percussão aos alunos mais novos e divulgam o trabalho na região em que ocorre o evento, para que outros também se interessem. Após essas convenções musicais, eles gravam tutoriais e criam vídeos no Youtube, divulgando o trabalho através das redes sociais e do site oficial, para que outros aprendam. John explica que os tutoriais são produzidos pelos próprios alunos, com um método de caráter social. "Se um cara que veio dos EUA chegar gravando vídeos mostrando sua técnica, ninguém vai se interessar. Agora, se eu mostrar um aluno que realmente aprendeu, o espectador vai pensar: "se ele consegue, eu também consigo", relata.
Nos encontros seguintes, internautas que conheceram o grupo através dos vídeos acabam participando também. "Muitos acham que nós somos uma empresa grande, que tem escolas em outras cidades ou professores que recebem salário para ensinar. Não é nada disso, nosso projeto é totalmente independente e não possui renda própria", comenta John. Na realidade, o grupo se registrou como Organização Não-Governamental (Ong) há um ano. A impressão de grande se intensificou pela visibilidade nacional que atingiram após as apresentações na TV. Um dos objetivos do Tchá-Degga-Da é treinar uma seleção brasileira de percussão para competir em um tradicional evento nos Estados Unidos, que ocorre em abril - o Campeonato Mundial de Percussão Rudimentar (WGI).
Para participar do grupo, basta querer. Taciane explica que não é preciso ter nenhuma noção musical. "Tivemos alunos que entraram sem conhecer nada de música, mas se interessaram tanto que hoje se profissionalizaram e estão no mercado de trabalho", comenta, satisfeita.
Em Sorocaba
A relação do Tchá-Degga-Da com os sorocabanos se intensificou em outubro do ano passado, quando John foi chamado para treinar os percussionistas da Banda Marcial de Sorocaba (Bamaso). Muito antes disso, em 2006, três jovens da cidade já participavam dos acampamentos musicais e se apresentavam com o grupo: os veteranos Lucas dos Santos Bidoia, de 15 anos, Caio César Ayres de Moura, 17 anos e Renan Silva Proença, de 21 anos. Lucas, o prodígio da equipe, começou aos 9 anos e seu currículo já surpreende: aos 13 fez inscrição para o curso de percussão no Conservatório Musical de Tatuí e passou em primeiro lugar, à frente de mais de 100 concorrentes. Infelizmente, devido à sua idade, acabou não podendo assistir às aulas conquistadas. Agora ele estuda para fazer intercâmbio nos Estados Unidos e cursar a faculdade de música por lá.
Caio aprendeu a ler partituras com o Tchá-Degga-Da e sua opinião sobre a iniciativa é decisiva. "É um projeto que abre oportunidades para muitas pessoas", diz o aluno, que assim como Lucas, grava tutoriais para ajudar os mais novos.
Acampamentos
O mosaico cultural do Tchá-Degga-Da é evidente nos acampamentos organizados por John Grant. Sem lugar espefício, os músicos precisam se virar - e muito - para chegar ao local combinado, normalmente na região sudeste, devido ao grande número de alunos. Já estiveram no Rio de Janeiro, em Limeira , Presidente Prudente, Lorena, Bauru, Santa Fé e outras cidades, totalizando mais de 40 encontros nos seis anos de existência do grupo. A duração dos encontros também varia, podendo ser um final de semana, ou um feriado prolongado de cinco ou seis dias. "Depende da disponibilidade dos participantes", explica Taciane.
Cada um contribui da forma que pode. "Alguns trazem comida, outros cozinham. Normalmente essa parte é minha, é a dificuldade de ser uma das poucas mulheres do grupo", ironiza Taciane, em tom de brincadeira. Os ensaios são intensos, e podem chegar a 14 horas diárias. "Nos vemos poucas vezes pessoalmente, temos que aproveitar todo o tempo disponível", justifica o sorocabano Caio. "Eu e o Lucas já chegamos a ficar 48 horas sem dormir, entre tocar e comer", comenta aos risos. Através de uma "tábua de estudo", uma espécie de tambor de borracha, que ameniza a altura do som, os alunos podem treinar os "rudimentos" ensinados nas aulas que ocorrem durante os encontros. Mesmo com a medida preventiva, o grupo recebe frequentemente reclamações dos vizinhos, por causa do barulho. "Quando nos encontramos, os ensaios ocorrem de manhã, à tarde, à noite e de madrugada, é difícil que eles (os vizinhos) entendam isso", diz a percussionista.
Projeção nacional
"Um tal de SBT ligou dizendo que nós fomos chamados para uma audição", disse um receoso John, à sua esposa, em tom obviamente de dúvida, em meados de 2010. Ele não conhecia o canal. Na verdade, ainda não sabia do que se tratava, pois nunca foi de assistir televisão, nem quando morava nos EUA. O espanto foi tanto, que Taciane gritou em comemoração: "SBT? É televisão, John!". O integrante do grupo Zé Ricardo inscreveu o Tchá-Degga-Da no programa "Qual é o seu talento?", pelo site do SBT algumas semanas antes, e o resultado chegou. A maior dificuldade foi reunir o grupo rapidamente. Foram todos à casa de Lucas, em Sorocaba, que era o local mais próximo de São Paulo que conseguiriam se reunir. O lar do estudante se tornou um verdadeiro hotel, com colchões espalhados pela cozinha, sala, quartos, quinta, enfim, em todos os cantos. Após obter apoio da secretaria de educação de Sorocaba, conseguiram um ônibus que os levou até São Paulo.
"O Thomas (Roth, apresentador do programa) nos disse que foram selecionados 20 grupos, entre todo o material recebido pelo SBT. Desses 20, sete entrariam ao ar, provavelmente", conta John. O pessimismo se intensificou no pensamento do grupo: "Com certeza ficaremos entre os 13 que nem na TV aparecerão", lembra Taciane. Ao receber a classificação e chegarem até a semifinal do programa, todos se surpreenderam. "O Tcha-Degga-Dá não venceu, mas recebemos muitos elogios dos críticos do programa. Até o Arnaldo (Saccomani, apresentador) nos elogiou", brinca a percussionista.
No Domingão do Faustão, o momento foi breve, mas garantiu a ascensão artística do grupo. O percussionista da banda do programa, Marcus Cesar Modesto, rasgou elogios à apresentação, enaltecendo a qualidade particular dos músicos. Respondendo a uma indagação do Faustão, Modesto afirmou: "Aí não cabe músico mediano. Ou todos são bons, ou não rola. Eles têm que funcionar como um time". Um erro no cadastro dos participantes fez com que o apresentador exibisse o Tcha-Degga-Dá como um grupo de Sorocaba. A repercussão do "equívoco" em todo o país foi positiva para a cidade, e pertinente, agora que John realmente mora na cidade, e realiza o trabalho com a Bamaso.
Dificuldades
O projeto promissor de John Grant, apesar de já garantir qualidade técnica de seus músicos, ainda encontra resistência de patrocinadores. O músico lamenta alguns episódios sofridos pelo grupo, como quando foram prestigiados por uma famosa empresa de instrumentos musicais dos EUA, que prometeu fornecer equipamentos aos alunos, mas quando tentou contato com a filial brasileira, a proposta foi recusada. John também se preocupa com o preço e a qualidade dos instrumentos, que não se compara ao que é oferecido nos EUA. "O preço é absurdo. A baqueta que utilizamos, custa em média seis dólares em qualquer cidade americana. Por aqui, encontramos por, no mínimo, R$ 50", lamenta o percussionista. "O problema é ainda maior, se levar em consideração que nossos alunos são jovens, que ainda fazem ensino médio ou estão querendo fazer uma faculdade, e não trabalham para arcar com as despesas.", explica. John também chama a atenção para a forma como muitos percebem a música no Brasil: "Quando o filho tem 12 anos, os pais acham lindo que ele estude música. Mas aí chega a época do vestibular, e mesmo aquele aluno que deseja seguir carreira como músico, acaba tendo que partir para um curso mais tradicional, a pedido da família. Perdemos muitos músicos talentosos por essa questão cultural", desaponta-se.
Para organizar os acampamentos, cada um se vira como pode. Alguns vão ao encontro apenas com o dinheiro da ida, arriscando não ter como voltar depois. "Nós tentamos buscar patrocínio com empresas aéreas mas não obtivemos êxito. A dificuldade não é apenas financeira, mas de pessoas, em alguns casos. Não sabemos como redigir um projeto formal para apresentar às empresas, por exemplo", explica Taciane. Nos primeiros encontros, o próprio John montou alguns instrumentos, com ajuda do músico Zé Ricardo - um dos mais antigos no grupo. "Meu sonho é mostrar o talento dos músicos brasileiros para o mundo. Já estive com grandes grupos de percussionistas dos EUA, como o Blue Devils e o Riverside College Community (RCC), e posso garantir que nossos artistas são tão bons quanto eles. Só nos falta o incentivo", afirma John. Se depender de seu esforço como diretor, a ascensão é garantida: "Quero dar aos meus alunos a estrutura necessária para se tornarem grandes músicos com reconhecimento internacional. Até o momento, o que eu tenho para oferecer é o conhecimento", filosofa. O passo primordial já está dado.
domingo, 6 de maio de 2012
Matéria: Ação, violência e, principalmente, vingança
Ação, violência e, principalmente, vingança
Aos 26 anos, o estudante de história Icles Rodrigues é autor de cinco livros, cuja linguagem remete à sétima arte
Notícia publicada na edição de 07/06/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 002 do caderno C - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Luiz Fernando Toledo
Se a máxima "qualidade antes de quantidade" for verdadeira, Icles Rodrigues pode se considerar um vitorioso nas duas facetas da afirmação: aos 26 anos, o estudante de História de Florianópolis já escreveu cinco livros e prepara o sexto. Passagens viscerais e um texto dinâmico são características frequentes em sua obra, que permite ao leitor adentrar o universo literário quase como se assistisse a um filme de ação. E se realmente o fosse, Quentin Tarantino provavelmente se interessaria pelo roteiro, recheado de sequências frenéticas de pancadaria, sentimentos de vingança e analogias com clássicos da literatura e do cinema.
A comparação com o diretor de cinema que trouxe "Bastardos Inglórios" e "Kill Bill" não é vã. Rodrigues assume ter mais influência do cinema que da literatura para criar e narrar suas histórias. Na verdade, as técnicas e referências parecem se complementar. "A Divina Tragédia", quinta obra do jovem, traz diálogos rápidos e uma narrativa em primeira pessoa que permite certa aproximação com os personagens, sejam eles vilões ou heróis. Golpes e feridas são descritos de forma realista e meticulosa, dando vida aos protagonistas "Dante" e "Virgílio", clara referência ao poema épico de Dante Alighieri, "A Divina Comédia". O enredo gira em torno desta dupla, que só leva o nome de personagens do renascentismo europeu, mas que vive na sujeira e no escárnio de uma cidade de crimes e prostituição, em pleno século 21. A impressão de "filme violento" é reafirmada por diálogos caricatos, palavrões frequentes e até mesmo citações diretas, como quando um dos personagens se compara a Alex Delarge, protagonista do filme "Laranja Mecânica", do diretor Stanley Kubrick.
Trilogia
"Santificada seja minha vingança" é a primeira parte de uma trilogia criada por Rodrigues, que se completa com "A Marca de Caim" e "Arautos do Anticristo". Nesta história, citações bíblicas climatizam, de maneira quase épica, a história de Gabriel Fernandes, jornalista investigativo que descobre os trâmites fraudulentos e criminosos do empresário Matheus Garcia e, por causa de sua investigação, tem sua vida e a dos que o cercam posta em risco. Logo na introdução, a citação ao versículo 10 do capítulo bíblico do Apocalipse gera tensão ao leitor, prevendo um enredo que permite poucas reflexões imediatas, mas incita a curiosidade e instiga pelo ritmo das ações: "Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?", anuncia o trecho.
Nos dois livros lançados após a trilogia, "Era uma vez em Leningrado" e "A Divina Tragédia", Rodrigues inovou e se aproximou mais uma vez da linguagem cinematográfica, ao usar amigos "reais" como atores, que participaram das fotografias que ilustram as duas histórias. Ele próprio participa de algumas das imagens, fazendo o papel de protagonista destas obras. De autoria do próprio escritor na maioria dos casos, estas ilustrações ajudam a dar vida aos textos e a criar maior identificação visual com a história. O próximo livro, que deverá se chamar "Freiras Assassinas", terá este trabalho visual apenas na capa. Rodrigues está finalizando a produção e edição das imagens para lançá-lo, mas o texto já está finalizado.
Primeira pessoa
A narrativa em primeira pessoa forma personagens bem definidos e confere ao leitor uma espécie de "onisciência" dos fatos. Dessa forma, os heróis acabam deixando escapar que sua conduta não é tão idônea quanto transparece. A mudança rápida da ótica do mocinho para o bandido mostra, de certa forma, que eles não são tão diferentes. Característica principal presente em todos os livros de Rodrigues, o sentimento de vingança é frequente e o discurso dos personagens reflete um pensamento do autor: "Minha maior ligação com os personagens é o sentimento de que a impunidade leva, invariavelmente, a um senso de justiça deturpado, que se torna uma vingança", afirma.
Os três primeiros livros podem ser considerados uma leitura rápida, com muito enfoque na ação e no desfecho direto dos personagens. A média de 100 páginas cada ajuda a reforçar este pensamento. Já em relação aos dois últimos, há mais espaço à introspecção dos personagens e a diálogos maiores e mais expressivos, aumentando a densidades dos textos. A linguagem é simples e coesa, mas não óbvia, permitindo aproximação dos mais diversos tipos de público. Todas as obras podem ser obtidas por meio do site da editora online Agbook, pelo endereço http://agbook.com.br/authors/20684
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Matéria: "House" terminará em abril, após 8 temporadas de sucesso
"House" terminará em abril, após 8 temporadas de sucesso
A troca de atores contribuiu para repentina queda de audiência
Luiz Fernando Toledo
luiz.toledo@jcruzeiro.com.br
O mais famoso e misantropo médico da televisão vai encerrar suas atividades em abril. Criado em 2004, por David Shore, a série médica da Fox - que também é transmitida pela Record, às quartas-feiras -, terá a oitava temporada como a última da série, conforme anúncio feito pelos produtores essa semana. Apesar de manter a audiência elevada, "House" registrou queda significativa de espectadores após sofrer mudanças drásticas no elenco e no roteiro. A saída da atriz Lisa Edelstein, que interpretava o par romântico de House, Lisa Cuddy, e as mudanças no quadro de funcionários do hospital Princeton-Plainsboro trouxeram grande impacto aos fãs da série.
Em mais de 150 episódios que foram ao ar desde o episódio piloto, "House" se destacou por romper com quaisquer que fossem os códigos de conduta médicos, preceitos éticos aceitos pela sociedade e moralidades intrínsecas a qualquer ser humano. O método "socrático" de trabalho em equipe de Gregory House (interpretado pelo ator Hugh Laurie) trouxe uma relação dialética entre os personagem que a ele se relacionavam. Odiá-lo, amá-lo, respeitá-lo ou ignorá-lo? Das quatro opções, somente a última era inevitavelmente descartada por sua equipe médica e seu único amigo, James Wilson.
A personalidade do médico desafiava o entendimento dos espectadores da série. Centenas de críticas e análises do personagem constam nas páginas da web, além de livros, que além de tratar do personagem, fazem questão de explorar a série em sua amálgama de questões pertinentes à filosofia e ética medica, ao mesmo tempo em que aborda temas comuns como o amor e a amizade.
O humor se tornou parte dos diálogos caricatos de House e seus pacientes clínicos, ou mesmo quando ridicularizava sua equipe médica. Enquanto discutiam um caso da septuagésima doença que poderia se tratar de "lupus", mas no fim não era, aproveitavam para ironizar a baixa estatura e o nariz grande do médico Taub, a bissexualidade de Thirteen e a afável filantropia do oncologista Wilson.
Mesmo para um observador externo, que assista apenas um dos episódios de forma descontextualizada, a reflexão introspectiva gerada pelos acontecimentos é inevitável. Despir-se das amarras de toda e qualquer decisão considerada comum é o primeiro passo para se integrar no universo de "House", em que qualquer atitude suspeita de um paciente pode ser considerada um sintoma. Um excesso de altruísmo por parte de um homem rico pode ser um sintoma. Respeitar o acordo de D.N.R (Do not ressuscitate, ou a "ordem de não ressuscitar") de um doente é opcional.
A religião teve espaço fundamental nas discussões da série. Apesar de enfatizar por diversas vezes o ateísmo do protagonista, David Shore tomou o cuidado de incluir minúcias que deixassem claro que nem mesmo o persuasivo médico das evidências fosse totalmente convicto da ausência de um deus, além de respeitar outras crenças ao longo do seriado.
O final da sétima temporada, estrondoso em seu desfecho de insanidade, abriu espaço para um final de série com um roteiro bem amarrado. Apesar dos poucos episódios que restam, saberemos em breve que fim levará o desumano mais humano da história da televisão.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
A culpa não é de Luísa, que voltou do Canadá
A TV tem o papel de educar?
O jornalista Carlos Nascimento, do Jornal do SBT, bradou a afirmação de que "já fomos mais inteligentes", logo na abertura do noticiário de ontem. Sua crítica se referia ao fato, de que os assuntos "Luísa, que voltou do Canadá" e "estupro no BBB" ocuparam as manchetes de diversos jornais do país, destacando-se até mesmo na TV, com uma reportagem feita pelo Jornal Hoje, na qual Luíza foi entrevistada assim que retornou ao Brasil.
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quinta-feira, 18 de março de 2010
O equilíbrio na corda bamba
Esse post será...um pouco maior do que o normal, haha. Além do mais, farei muitas a referências a outras postagens, então recomendo que leiam quando estiverem bem SEM FAZER NADA! :p
Charlie Harper, Sheldon Cooper e Barney Stinson. O que esses personagens têm em comum? Além de fazerem parte de grandes seriados (sitcom) dos EUA, é claro. Charlie, da série "Two and a Half Men" é um mulherengo pra mulher nenhuma botar defeito: rico, galã, pianista, um carrão na garagem e uma casa na praia com vista para o mar. Sheldon Cooper, o esteriotipado nerd de "The Big Bang Theory", físico teórico de QI 187, que conseguiu seu PhD com apenas 16 anos, mas incapaz de socializar. E pra finalizar, Barney Stinson, o solteirão de "How I Met your Mother", autor do código de conduta dos brothers (The Bro Code), que já transou com mais de 200 mulheres. Mas afinal, o que eles têm em comum? (e lembramos aqui do post sobre os sitcom em comparação à vida real, na postagem "As verdadeiras sitcom")
Em Two and a Half Men, vivemos um binômio constante: Charlie e seu irmão Alan. Ou melhor: a vida da vadiagem, do solteiro feliz e descompromissado, ou a de casamentos frustrados, dívidas a serem pagas, e tudo sendo levado a sério. Pode parecer, a princípio, que Alan sofre uma grande desvantagem, mas existe aí uma realidade: Cada um desses personagens puxa a corda em extremidades diferentes, que a leva pra lá e pra cá constantemente, sem um equilíbrio: viver uma vida de prazeres ou uma de compromiss os? Ferir os sentimentos de todas ou sofrer por uma? E mais: viver nos "one night stand"(sexo casual) ou manter uma relação com sentimento, amor, confiança? Essas e outras questões são levantadas em Two and a Half Men, reduzindo situações ao absurdo. Isso só me faz enxergar uma coisa: a tese e a antítese estão postas, mas é preciso de uma síntese (e viva a dialética!): O EQUILÍBRIO!

Indo para o apartamento de Sheldon Cooper, a disputa se repete, em outra faceta: Temos, por um lado, sua personalidade imutável, repleta de "regras" que ele mesmo se estabelece, manias a serem seguidas o tempo todo e uma aversão incrível ao meio social, e por outro, sua vizinha Penny, uma loira gostosa que trabalha na Cheesecake Factory (uma espécie de restaurante), que dedica sua vida a coisas simples, pouco entende da física ou do conhecimento erudito, mas sonha ser atriz e conhece o nome e a vida de inúmeras celebridades. Será mesmo que há um certo ou errado? Mais uma vez me senti na mesma situação de reflexão: não se deve levar a vida tão a sério assim, mas existe um limite. Nesse ponto, outro personagem da série procura agir bem: Leonard, companheiro de quarto de Sheldon. Ele também é "nerd", mas procura socializar e viver como qualquer outra pessoa, ter amigos, ir à festas e conversar. Desde quando conhecimento é sinônimo de chatice, ou beleza e assuntos comuns são símbolos de futilidade? (uma passadinha nos posts "Controvérsia" e "Futilidade" complementam melhor essa questão)

E para finalizar o trio dialético das comédias, How I Met your Mother. Nesse último, coloquei o personagem Barney como exemplo, mas o dilema vai além dele. Esse seriado é muito voltado aos relacionamentos: manias entre casais, problemas no namoro, encontros a 4 pessoas, encontros às escuras, amor, romance, ficada, e daqui em diante, o que mais você conseguir pensar. O engraçado mesmo é que os criadores dessa série conseguem o que muitos insistem, mas não enfiam na cabeça das pessoas: nossos problemas são simples, quem os complica somos nós. Como é ridículo observar certos problemas de um namoro do lado de fora! Os ciúmes, as brigas, os desentendimentos...É preciso ser racional às vezes, mas nunca abandonar o emocional. Entenda o que o outro está sentindo, procure manter uma igualdade, não se prenda a este outro como se fosse a única pessoa do mundo, e deixe-o viver tão livre quanto qualquer ser humano merece a liberdade. É tão simples!

Por fim, o óbvio a se esclarecer, mas que todos se negam a aceitar: sem um equilíbrio, a casa toda desaba, e haja auto-estima e perserverança que reconstrua! Em cada atitude nossa, devemos procurar entender a um, entender a outro, para enfim chegar a algum lugar coerente. Não adianta querer pular para os extremos sem antes ter entendido o que se passa no centro!
Charlie Harper, Sheldon Cooper e Barney Stinson. O que esses personagens têm em comum? Além de fazerem parte de grandes seriados (sitcom) dos EUA, é claro. Charlie, da série "Two and a Half Men" é um mulherengo pra mulher nenhuma botar defeito: rico, galã, pianista, um carrão na garagem e uma casa na praia com vista para o mar. Sheldon Cooper, o esteriotipado nerd de "The Big Bang Theory", físico teórico de QI 187, que conseguiu seu PhD com apenas 16 anos, mas incapaz de socializar. E pra finalizar, Barney Stinson, o solteirão de "How I Met your Mother", autor do código de conduta dos brothers (The Bro Code), que já transou com mais de 200 mulheres. Mas afinal, o que eles têm em comum? (e lembramos aqui do post sobre os sitcom em comparação à vida real, na postagem "As verdadeiras sitcom")
Em Two and a Half Men, vivemos um binômio constante: Charlie e seu irmão Alan. Ou melhor: a vida da vadiagem, do solteiro feliz e descompromissado, ou a de casamentos frustrados, dívidas a serem pagas, e tudo sendo levado a sério. Pode parecer, a princípio, que Alan sofre uma grande desvantagem, mas existe aí uma realidade: Cada um desses personagens puxa a corda em extremidades diferentes, que a leva pra lá e pra cá constantemente, sem um equilíbrio: viver uma vida de prazeres ou uma de compromiss os? Ferir os sentimentos de todas ou sofrer por uma? E mais: viver nos "one night stand"(sexo casual) ou manter uma relação com sentimento, amor, confiança? Essas e outras questões são levantadas em Two and a Half Men, reduzindo situações ao absurdo. Isso só me faz enxergar uma coisa: a tese e a antítese estão postas, mas é preciso de uma síntese (e viva a dialética!): O EQUILÍBRIO!

Indo para o apartamento de Sheldon Cooper, a disputa se repete, em outra faceta: Temos, por um lado, sua personalidade imutável, repleta de "regras" que ele mesmo se estabelece, manias a serem seguidas o tempo todo e uma aversão incrível ao meio social, e por outro, sua vizinha Penny, uma loira gostosa que trabalha na Cheesecake Factory (uma espécie de restaurante), que dedica sua vida a coisas simples, pouco entende da física ou do conhecimento erudito, mas sonha ser atriz e conhece o nome e a vida de inúmeras celebridades. Será mesmo que há um certo ou errado? Mais uma vez me senti na mesma situação de reflexão: não se deve levar a vida tão a sério assim, mas existe um limite. Nesse ponto, outro personagem da série procura agir bem: Leonard, companheiro de quarto de Sheldon. Ele também é "nerd", mas procura socializar e viver como qualquer outra pessoa, ter amigos, ir à festas e conversar. Desde quando conhecimento é sinônimo de chatice, ou beleza e assuntos comuns são símbolos de futilidade? (uma passadinha nos posts "Controvérsia" e "Futilidade" complementam melhor essa questão)

E para finalizar o trio dialético das comédias, How I Met your Mother. Nesse último, coloquei o personagem Barney como exemplo, mas o dilema vai além dele. Esse seriado é muito voltado aos relacionamentos: manias entre casais, problemas no namoro, encontros a 4 pessoas, encontros às escuras, amor, romance, ficada, e daqui em diante, o que mais você conseguir pensar. O engraçado mesmo é que os criadores dessa série conseguem o que muitos insistem, mas não enfiam na cabeça das pessoas: nossos problemas são simples, quem os complica somos nós. Como é ridículo observar certos problemas de um namoro do lado de fora! Os ciúmes, as brigas, os desentendimentos...É preciso ser racional às vezes, mas nunca abandonar o emocional. Entenda o que o outro está sentindo, procure manter uma igualdade, não se prenda a este outro como se fosse a única pessoa do mundo, e deixe-o viver tão livre quanto qualquer ser humano merece a liberdade. É tão simples!

Por fim, o óbvio a se esclarecer, mas que todos se negam a aceitar: sem um equilíbrio, a casa toda desaba, e haja auto-estima e perserverança que reconstrua! Em cada atitude nossa, devemos procurar entender a um, entender a outro, para enfim chegar a algum lugar coerente. Não adianta querer pular para os extremos sem antes ter entendido o que se passa no centro!
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