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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Project46 cria sua nova 'sinfonia destrutiva'

A sensação de ouvir Project46 pela primeira vez é quase tão impactante quanto a descida de uma montanha-russa. Veloz, precisa, poderosa e, na ânsia dos primeiros segundos, pode estontear o marinheiro de primeira viagem. O Estado teve acesso ao álbum mais recente da banda de metal de São Paulo, Que Seja Feita a Nossa Vontade, o segundo do quinteto, que será lançado oficialmente no dia 8 de abril.

Leia no Portal Estadão: http://www.estadao.com.br/noticias/arte-e-lazer,project46-cria-sua-nova-sinfonia-destrutiva,1144850,0.htm

A outra face de Gregory House

O médico mais misantropo da história da televisão mostrou-se também exímio músico. Alternando voz, piano e guitarra, o ator Hugh Laurie, mais conhecido por ter interpretado o personagem Dr. House na famosa série americana, experimentou pela primeira vez uma turnê em palco brasileiro. Acompanhado da Copper Bottom Band, Laurie deixou o público que lotou o auditório do Citibank Hall aturdido com o bom gosto de suas novas canções, do álbum Didn't it Rain, na noite deste sábado, 29. Apresentação extra ocorre neste domingo, às 20h.
Leia no Portal Estadão: http://www.estadao.com.br/noticias/arte-e-lazer,a-outra-face-de-gregory-house,1147077,0.htm

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Assista ao clip "The Final March", da banda Valveline

Este release foi escrito para o site Sorockaba

Atrás das grades e com uma porção de jornais como destaques visuais, a sorocabana Valveline lança seu primeiro videoclip, com a empolgante The Final March. Primeira faixa do EP que leva o mesmo nome, o quarteto já conhecido na cidade e em toda a região grava sua terceira produção audiovisual - as duas primeiras produzidas ao vivo no Asteroid Bar -  com a participação das  atrizes Ana Paula Costa Martins e Leila Viana.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Corrones: saudosismo, sátira e rock’n roll

Este release foi escrito para o site Sorockaba

Num resgate à sonoridade clássica do rock'n roll  das décadas de 70 e 80, a banda Corrones prepara um setlist arrasador para a noite desta quinta (14), a partir das 22h, no Asteroid Bar.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Matéria: O Solfejo coletivo da percussão


O solfejo coletivo da percussão

Sorocabanos integram grupo de percussão Tchá-Degga-Da, que inova em método de ensino coletivo

Luiz Fernando Toledo
 luiz.toledo@jcruzeiro.com.br


Não foi por acaso que o grupo de percussão Tchá-Degga-Da caiu nas graças da grande mídia nos últimos anos. Semifinalistas do programa "Qual é o seu talento", do SBT, aplaudidos em pé por toda a plateia do Domingão do Faustão no quadro "Se vira nos 30" e entrevistados no programa "Manhã Maior" da Rede TV, o grupo alcançou rapidamente o status de grande banda. Não só banda, como uma espécie de escola online de musicalização, que atingiu jovens dos quatro cantos do País. Com 11 componentes sorocabanos - três veteranos e oito que se uniram à equipe em 2011, tiveram destaque no jornal Cruzeiro do Sul na última semana ("Jovens sorocabanos estão na Seleção Brasileira de Percussão", 3 de fevereiro). O criador do grupo, o americano John Grant e sua esposa, Taciane, conversaram com a reportagem e contaram sobre o projeto inovador cujo nome remete a um rudimento (elemento básico) da percussão - Tchá-Degga-Da, uma espécie de onomatopeia, que na linguagem dos músicos, é chamada de "flam drag". 

"De onde vocês são?" é o questionamento que qualquer um tomaria como ponto de partida. A resposta não viria assim tão fácil: o divertido sotaque americano de John, mesclado à sonora fala carioca de sua esposa, já entregava a origem diversificada do grupo. "Somos de todo o Brasil", afirmou Taciane. Diferente do que foi repetido exaustivamente no Domingão do Faustão, Tchá-Degga-Da não pertence a Sorocaba. Trata-se de um projeto, criado pelo americano em 2005, que integra jovens de diversas regiões do País. A rotina dos músicos parece complexa: de tempos em tempos, John avisa em seu site oficial (http://drumline.com.br) que haverá um acampamento em uma determinada data e local. Os percussionistas, que partem do Rio de Janeiro, Paraná, Goiás, São Paulo e outros estados, se viram como podem para chegar ao encontro, onde passam dias ensaiando. Nessas reuniões, John e outros músicos dão aulas de percussão aos alunos mais novos e divulgam o trabalho na região em que ocorre o evento, para que outros também se interessem. Após essas convenções musicais, eles gravam tutoriais e criam vídeos no Youtube, divulgando o trabalho através das redes sociais e do site oficial, para que outros aprendam. John explica que os tutoriais são produzidos pelos próprios alunos, com um método de caráter social. "Se um cara que veio dos EUA chegar gravando vídeos mostrando sua técnica, ninguém vai se interessar. Agora, se eu mostrar um aluno que realmente aprendeu, o espectador vai pensar: "se ele consegue, eu também consigo", relata. 

Nos encontros seguintes, internautas que conheceram o grupo através dos vídeos acabam participando também. "Muitos acham que nós somos uma empresa grande, que tem escolas em outras cidades ou professores que recebem salário para ensinar. Não é nada disso, nosso projeto é totalmente independente e não possui renda própria", comenta John. Na realidade, o grupo se registrou como Organização Não-Governamental (Ong) há um ano. A impressão de grande se intensificou pela visibilidade nacional que atingiram após as apresentações na TV. Um dos objetivos do Tchá-Degga-Da é treinar uma seleção brasileira de percussão para competir em um tradicional evento nos Estados Unidos, que ocorre em abril - o Campeonato Mundial de Percussão Rudimentar (WGI). 

Para participar do grupo, basta querer. Taciane explica que não é preciso ter nenhuma noção musical. "Tivemos alunos que entraram sem conhecer nada de música, mas se interessaram tanto que hoje se profissionalizaram e estão no mercado de trabalho", comenta, satisfeita. 
foto par cruzeiro 2


Em Sorocaba

A relação do Tchá-Degga-Da com os sorocabanos se intensificou em outubro do ano passado, quando John foi chamado para treinar os percussionistas da Banda Marcial de Sorocaba (Bamaso). Muito antes disso, em 2006, três jovens da cidade já participavam dos acampamentos musicais e se apresentavam com o grupo: os veteranos Lucas dos Santos Bidoia, de 15 anos, Caio César Ayres de Moura, 17 anos e Renan Silva Proença, de 21 anos. Lucas, o prodígio da equipe, começou aos 9 anos e seu currículo já surpreende: aos 13 fez inscrição para o curso de percussão no Conservatório Musical de Tatuí e passou em primeiro lugar, à frente de mais de 100 concorrentes. Infelizmente, devido à sua idade, acabou não podendo assistir às aulas conquistadas. Agora ele estuda para fazer intercâmbio nos Estados Unidos e cursar a faculdade de música por lá.

Caio aprendeu a ler partituras com o Tchá-Degga-Da e sua opinião sobre a iniciativa é decisiva. "É um projeto que abre oportunidades para muitas pessoas", diz o aluno, que assim como Lucas, grava tutoriais para ajudar os mais novos.

Acampamentos 


O mosaico cultural do Tchá-Degga-Da é evidente nos acampamentos organizados por John Grant. Sem lugar espefício, os músicos precisam se virar - e muito - para chegar ao local combinado, normalmente na região sudeste, devido ao grande número de alunos. Já estiveram no Rio de Janeiro, em Limeira , Presidente Prudente, Lorena, Bauru, Santa Fé e outras cidades, totalizando mais de 40 encontros nos seis anos de existência do grupo. A duração dos encontros também varia, podendo ser um final de semana, ou um feriado prolongado de cinco ou seis dias. "Depende da disponibilidade dos participantes", explica Taciane.

Cada um contribui da forma que pode. "Alguns trazem comida, outros cozinham. Normalmente essa parte é minha, é a dificuldade de ser uma das poucas mulheres do grupo", ironiza Taciane, em tom de brincadeira. Os ensaios são intensos, e podem chegar a 14 horas diárias. "Nos vemos poucas vezes pessoalmente, temos que aproveitar todo o tempo disponível", justifica o sorocabano Caio. "Eu e o Lucas já chegamos a ficar 48 horas sem dormir, entre tocar e comer", comenta aos risos. Através de uma "tábua de estudo", uma espécie de tambor de borracha, que ameniza a altura do som, os alunos podem treinar os "rudimentos" ensinados nas aulas que ocorrem durante os encontros. Mesmo com a medida preventiva, o grupo recebe frequentemente reclamações dos vizinhos, por causa do barulho. "Quando nos encontramos, os ensaios ocorrem de manhã, à tarde, à noite e de madrugada, é difícil que eles (os vizinhos) entendam isso", diz a percussionista.

Projeção nacional 


"Um tal de SBT ligou dizendo que nós fomos chamados para uma audição", disse um receoso John, à sua esposa, em tom obviamente de dúvida, em meados de 2010. Ele não conhecia o canal. Na verdade, ainda não sabia do que se tratava, pois nunca foi de assistir televisão, nem quando morava nos EUA. O espanto foi tanto, que Taciane gritou em comemoração: "SBT? É televisão, John!". O integrante do grupo Zé Ricardo inscreveu o Tchá-Degga-Da no programa "Qual é o seu talento?", pelo site do SBT algumas semanas antes, e o resultado chegou. A maior dificuldade foi reunir o grupo rapidamente. Foram todos à casa de Lucas, em Sorocaba, que era o local mais próximo de São Paulo que conseguiriam se reunir. O lar do estudante se tornou um verdadeiro hotel, com colchões espalhados pela cozinha, sala, quartos, quinta, enfim, em todos os cantos. Após obter apoio da secretaria de educação de Sorocaba, conseguiram um ônibus que os levou até São Paulo.

"O Thomas (Roth, apresentador do programa) nos disse que foram selecionados 20 grupos, entre todo o material recebido pelo SBT. Desses 20, sete entrariam ao ar, provavelmente", conta John. O pessimismo se intensificou no pensamento do grupo: "Com certeza ficaremos entre os 13 que nem na TV aparecerão", lembra Taciane. Ao receber a classificação e chegarem até a semifinal do programa, todos se surpreenderam. "O Tcha-Degga-Dá não venceu, mas recebemos muitos elogios dos críticos do programa. Até o Arnaldo (Saccomani, apresentador) nos elogiou", brinca a percussionista.

No Domingão do Faustão, o momento foi breve, mas garantiu a ascensão artística do grupo. O percussionista da banda do programa, Marcus Cesar Modesto, rasgou elogios à apresentação, enaltecendo a qualidade particular dos músicos. Respondendo a uma indagação do Faustão, Modesto afirmou: "Aí não cabe músico mediano. Ou todos são bons, ou não rola. Eles têm que funcionar como um time". Um erro no cadastro dos participantes fez com que o apresentador exibisse o Tcha-Degga-Dá como um grupo de Sorocaba. A repercussão do "equívoco" em todo o país foi positiva para a cidade, e pertinente, agora que John realmente mora na cidade, e realiza o trabalho com a Bamaso. 

Dificuldades 


O projeto promissor de John Grant, apesar de já garantir qualidade técnica de seus músicos, ainda encontra resistência de patrocinadores. O músico lamenta alguns episódios sofridos pelo grupo, como quando foram prestigiados por uma famosa empresa de instrumentos musicais dos EUA, que prometeu fornecer equipamentos aos alunos, mas quando tentou contato com a filial brasileira, a proposta foi recusada. John também se preocupa com o preço e a qualidade dos instrumentos, que não se compara ao que é oferecido nos EUA. "O preço é absurdo. A baqueta que utilizamos, custa em média seis dólares em qualquer cidade americana. Por aqui, encontramos por, no mínimo, R$ 50", lamenta o percussionista. "O problema é ainda maior, se levar em consideração que nossos alunos são jovens, que ainda fazem ensino médio ou estão querendo fazer uma faculdade, e não trabalham para arcar com as despesas.", explica. John também chama a atenção para a forma como muitos percebem a música no Brasil: "Quando o filho tem 12 anos, os pais acham lindo que ele estude música. Mas aí chega a época do vestibular, e mesmo aquele aluno que deseja seguir carreira como músico, acaba tendo que partir para um curso mais tradicional, a pedido da família. Perdemos muitos músicos talentosos por essa questão cultural", desaponta-se.

Para organizar os acampamentos, cada um se vira como pode. Alguns vão ao encontro apenas com o dinheiro da ida, arriscando não ter como voltar depois. "Nós tentamos buscar patrocínio com empresas aéreas mas não obtivemos êxito. A dificuldade não é apenas financeira, mas de pessoas, em alguns casos. Não sabemos como redigir um projeto formal para apresentar às empresas, por exemplo", explica Taciane. Nos primeiros encontros, o próprio John montou alguns instrumentos, com ajuda do músico Zé Ricardo - um dos mais antigos no grupo. "Meu sonho é mostrar o talento dos músicos brasileiros para o mundo. Já estive com grandes grupos de percussionistas dos EUA, como o Blue Devils e o Riverside College Community (RCC), e posso garantir que nossos artistas são tão bons quanto eles. Só nos falta o incentivo", afirma John. Se  depender de seu esforço como diretor, a ascensão é garantida: "Quero dar aos meus alunos a estrutura necessária para se tornarem grandes músicos com reconhecimento internacional. Até o momento, o que eu tenho para oferecer é o conhecimento", filosofa. O passo primordial já está dado.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Matéria: Uma Nôva pegada para um rock tradicional


Uma 'Nôva' pegada para um rock tradicional

Banda sorocabana lança o EP 'Tempo' na internet e anuncia que show de estreia será no dia 16 de maio, no Asteroid Bar
Notícia publicada na edição de 10/05/2012 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 1 do caderno C - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Luiz Fernando Toledo
luiz.toledo@jcruzeiro.com.br


Seis jovens e alguns instrumentos musicais fechados em uma sala durante meses. A ideia de décadas atrás se renova com frequência e continua apaixonando. Partindo de um nicho de sonoridade em ascensão constante no Brasil, "o rock alternativo", a banda Nôva se propôs a fazer uma música que não fugisse dos moldes tradicionais do gênero, ao mesmo tempo flertasse com elementos de peso, característicos do heavy metal, e ainda a euforia do pop contemporâneo. Nas palavras, a mistura soa mais complicada do que realmente é. Mas o ritmo do EP "Tempo", criado pelos músicos Fernando Xavier (vocal), Paick Alix (guitarra), Gustavo Kussuki (guitarra), Guilherme Hoffart (teclado), Pedro Barbosa (bateria) e Thiago Bertola (baixo), flui como poucos desta nova geração.

Com produção e mixagem do músico Felipe Colenci, o EP traz cinco faixas com letras em português: "Superficial", "Estrada sem fim", "Eu sei", "Teatro" e "Tempestade". A opção pelo nosso idioma, contrária a uma legião de bandas de rock que preferem o tradicional inglês, se deve a um fator explicado pelo guitarrista Gustavo Kussuki: "Queríamos transmitir sinceridade nas músicas. Em inglês, acabaríamos com frases longe da nossa realidade e não nos expressiaríamos bem", argumenta. O som, que alterna guitarras pesadas, solos de teclado e um baixo constante, tem refrões grudentos e letras que o grupo explica como "a ânsia jovem com a poesia adulta". 

Favoráveis à expansão da internet como principal meio de divulgação do trabalho artístico dos músicos, o Nôva disponibilizou as cinco músicas para download gratuito em sua página no Facebook. Para baixá-las, basta acessar: http://www.facebook.com/novaoficial. Para quem prefere adquirir o CD, a banda fará seu primeiro show no dia 16 de maio, no Asteroid Bar. A comercialização do material será inusitada: não haverá preço fixo. "O público vai pagar quanto achar que o EP vale ou mesmo quanto tiver de dinheiro na bolso na hora", explica Kussuki.
 
Histórias e metas 
Com uma distância considerável entre a criação da banda, em 2009, e o lançamento do primeiro material oficial, em 2012, o guitarrista e estudante de engenharia civil Paick Alix confessa que quase não reconhece sua banda, em relação ao ano em que tudo começou. Eram apenas três ex-membros (Paick, Pedro e Thiago) de uma outra banda de rock, a Falls of Glory, que decidiram criar um novo grupo com ideias focadas no country rock ou algo semelhante.
 
Só que uma coincidência mudaria os rumos do trio. O guitarrista Gus Kussuki, que trabalha na escola musical e studio Music House, aguardava uma banda que ensaiava no local. "Eu estava lá esperando a banda e o Paick apareceu do nada no studio. Acho que não tinha nada pra fazer", brincou Kussuki. Na conversa descompromissada, surgiu o convite de Paick para que o músico entrasse para o Nôva. "Pra falar a verdade, a banda começou com a entrada do Gus. Eu e o pessoal só tínhamos feito uns dois ou três ensaios no começo", comentou Paick.

O posto de vocalista foi o empecilho maior. Foram seis testes antes do grupo encontrar o estudante de publicidade Fernando Xavier. "Nós tentamos muita gente, mas ninguém se adequava ao nosso som, às nossas ideias. Até eu tentei cantar, quando vi que não daria certo com ninguém, mas sou muito tímido para isso", explica Gus Kussuki. Trocando olhares bem humorados com Paick, relembrou: "Foram tantas tentativas, que até faltavam argumentos para dispensar os candidatos." Conheceram Xavier em um evento da Virada Cultural Paulista 2010, que ocorreu na Usina Cultural. O estilo plural de Fernando, que mesclava o rock tradicional com o heavy metal, foi decisivo para entrar na banda.

Já o tecladista Guilherme Hoffart entrou na banda por experimentação do grupo. "No começo, queríamos apenas que ele nos desse uma força com samplers", explica Paick. "Era para ele ir em alguns ensaios, mas acabou frequentando todos e nos ajudando a criar as músicas", completa Gus. A banda o considera "como um terceiro guitarrista", que não serve apenas para preencher o som, como em outras bandas de rock, mas como o membro que incorpora sons diferentes e dá uma nova roupagem às musicas. O integrante também participa das composições e das letras. Fernando explica que a música "Tempestade" foi inspirada na trajetória do tecladista, que abandonou um emprego no banco, em que estava há cinco anos, para se dedicar à música. "É uma faixa que fala da paixão de se fazer aquilo que realmente se gosta", esclarece.

Para 2012, o Nôva planeja o lançamento de um videoclip, que será produzido por Alex Batista, mas ainda não divulga qual será a música. Pensam também em um novo EP, pois já têm outras músicas finalizadas e desejam mostrar o novo repertório ao público. "Acredito que a nossa principal meta do ano será divulgar nosso som. Será show atrás de show", finalizou Fernando.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Matéria: Infância em Sol Maior

Notícia publicada na edição de 04/12/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 4 do caderno Cruzeirinho (infantil)



Infância em Sol Maior

Notícia publicada na edição de 04/12/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 4 do caderno Cruzeirinho - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Luiz Fernando Toledo
luiz.toledo@jcruzeiro.com.br

"Vamos brincar de telefone sem fio!", diz a professora Natália a um grupo de meninas em uma tarde ensolarada de quarta-feira. Empolgadas, levantam rapidamente de suas cadeiras e formam um círculo no centro da sala. Pelas janelas, é possível ouvir melodias diversas. Algumas pontuadas por um piano choroso, outras, por um violino que parecia adorar cantar. Nenhuma delas está em uma festa. Na verdade, estão em uma sala de aula, estudando música clássica.

Eduarda Belli, de 10 anos, é a primeira a entrar na brincadeira. "Eu toco piano há muito tempo, nem sei quantos anos. Toco desde a fraldinha!" comentou, seguida pelo riso das amigas que não resistiram à piada. Natália, a professora, explica que Eduarda deverá fazer um ritmo qualquer com as mãos na costa de sua amiga. "É que nem brincar de telefone sem fio, mas ao invés de palavras, vocês vão batucar, e a amiguinha do lado vai tentar reproduzir, até chegar ao final da roda", comenta. 

A jovem pianista logo se empolgou, e criou o primeiro ritmo que veio à cabeça nas costas de Maria Eloísa Soares. "Não entendi nada", a amiga retrucou, fazendo as colegas caírem em risos novamente. "Vai de novo, Eduarda", pediu Natália. Ao final da roda, o ritmo estava todo trocado, e as meninas começam novamente. O gosto de Paula Cabral pela música começou cedo. Aos cinco anos, já arriscava as primeiras teclas do piano. "Comecei a tocar principalmente por causa da minha mãe", comenta. Paula sempre achou o piano o instrumento mais belo de todos, e se apaixonou pela ideia de tocar na igreja, ao lado de sua família e amigos.

A colega Maria Eloísa, de apenas sete anos, é a violinista da turma. Quando viu pela primeira vez uma orquestra tocando, na televisão, já teve curiosidade e seus olhos brilharam pelo delicado instrumento. A paixão pela música pode começar a qualquer momento. Seja pelo piano, violão, violino ou percussão, os pequenos talentos podem surgir mesmo se os pais não façam parte do universo musical. De acordo com Alessandra Mascarenhas, coordenadora dos cursos de música da Fundec (Fundação de Desenvolvimento Cultural de Sorocaba), a iniciativa, apesar de partir normalmente dos pais, surge também das crianças, que pedem para tocar algum instrumento logo cedo. "A relação com o instrumento é tão grande que alguns alunos que fizeram aula conosco, hoje são professores da Fundec", comenta.

E as dificuldades? Os alunos demonstram que tocar um instrumento também traz responsabilidades. Horas de estudo, disciplina e muita vontade, principalmente. Paula revela o seu segredo: "No começo é bem difícil e desanima um pouco. Mas depois que você pega o jeito, não dá vontade de parar nunca mais!", explica. Ao final da aula, a professora Natália convida o grupo a cantar. Soadas as primeiras notas do piano, todas entram na atividade com o sabor de uma brincadeira e enfeitam o ambiente com suas doces vozes da infância.

Musicalização pode começar aos 5 anos

A partir dos 5 anos de idade, muitas escolas especializadas em Sorocaba já recebem alunos para as primeiras noções musicais, também conhecida por musicalização. Marlen Godinho, do Conservatório João Baptista Julião, explica que as atividades voltadas às crianças se baseiam em brincadeiras e jogos. "No começoi, nada de teoria nem provas. A criança assiste desenhos, canta e toca pandeiro, além de ouvir muita música", diz. Dessa forma, elas adquirem suas primeiras noções de ritmo e descobrem para onde seu gosto se direciona. Nesse primeiro estágio, a parte sensorial da música é aguçada na criança. Muitos pais se questionam, acando que os filhos só estão na aula brincando. Mas nãoi. Marlen explica que todas essas atividades, "distanciadas" da música, na verdade fazem com que elas conheçam de forma natural esse universo tão vasto.

E para quem acha que a música pode atrapalhar nos estudos, a professora afirma justamente o contrário. "Conheço pesquisas que dizem que tocar um instrumento melhora a concentração, desenvolve a coordenação motora e estimula o raciocínio. Crianças que se relacionam com a música têm melhores notas na escola e se dão bem em qualquer atividade que desejarem", afirma.

A infância é o melhor período da vida para se iniciar na música. Cabeça livre de problemas, e uma grande capacidade de aprendizado fazem com que uma criança aprenda com muito mais facilidade do que um adulto.

O universo da música agrada a todos. Não tem preconceitos nem barreiras, é só se aconchegar e tocar. É um presente para se levar durante toda a vida, e mostrar aos amigos. Um dom para revelar a todos, e se orgulhar por isso.