domingo, 6 de novembro de 2011

Análise do livro Cidade Digital


O livro “Cidade Digital” é um estudo meticuloso da influência dos novos meios de comunicação à nossa sociedade. Fruto de esforços de um conjunto de pesquisadores – tanto alunos de iniciação científica, quanto mestrandos e doutorandos - da Universidade Federal da Bahia – UFBA, a obra compreende informações obtidas ao longo de dois períodos: de 2001 a 2003, e de 2004 a 2005.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cidade saudável

(textos produzidos para campanha eleitoral)

Continuar crescendo com qualidade de vida!


Uma das maiores preocupações da cidade é a questão da Saúde do sorocabano. Não é à toa que nossos índices estão bem acima de muitas outras cidades do Brasil.

E como atender a essa grande responsabilidade? É aí que entra o conceito de Cidade Saudável, baseado no Planejamento Estratégico da Prefeitura: uma cidade que propõe políticas públicas para promover cada vez mais qualidade de vida para a população.

O que a prefeitura pretende é buscar melhorias que contribuam para o bem estar de crianças, jovens, adultos e idosos.  Com esse objetivo, uma série de investimentos - tanto na Saúde quanto em outras áreas - já vem sendo realizada pela Prefeitura.


Parques Municipais


Com certeza você já deve ter passeado por algum parque da cidade. Talvez algum próximo de sua casa ou do trabalho. Mas você sabia que o número de parques na cidade terá dobrado no final deste ano, em relação a 2005, passando para um total de 22?

Além dos novos parques implantados pelo nosso prefeito Vitor Lippi, como o Parque das Águas (Jd. Abaeté), Espanhóis (Pinheiros), Kasato Maru (Campolim), “Maestro Nilson Lombardi” (Jd. Ipiranga), Formosa (Vila Formosa), Paço Municipal (Alto da Boa Vista) e tantos outros, ainda há outros parques que devem ser concluídos até o final do ano:

ü  ETA-Éden
ü  Biodiversidade, a primeira unidade de conservação da cidade (nas proximidades do Parque Tecnológico)
ü  Jd. Rodrigo, dentro de um complexo com UBS, escola, Sabe Tudo e Escola em Tempo Integral - Oficina do Saber
ü  Jardim Botânico, um espaço de pesquisas, educação ambiental, o lazer e a preservação do meio ambiente
ü  Jardim Marli / Sol Nascente
ü  Jardim dos Estados
ü  Parque dos Ipês

Com espaços abertos e um conceito inovador de paisagismo, eles são totalmente integrados à paisagem urbana, valorizando os bairros. Você não precisa ir muito longe para ver um ambiente agradável de convivência, lazer e atividades físicas.
       
As opções para os sorocabanos são amplas: ciclovias, pistas de caminhada, academia ao ar livre, quadras poliesportivas, playground, quadras de areia, anfiteatro ao ar livre, campo de futebol, pista de skate, canchas de malha e bocha; áreas verdes com gramado, árvores, arbustos e flores; bancos; sistema de iluminação; lago e espelho d'água; entre outros.

As atividades ao ar livre permitem uma maior aproximação com a natureza e garantem mais qualidade de vida.


Ciclovias


Sorocaba é referência em ciclovias. Não apenas no Brasil como em toda a América Latina. Com a 2ª maior rede do país, atrás apenas do Rio de Janeiro, podemos nos considerar orgulhosos de usufruirmos de um projeto que traz um novo conceito de qualidade de vida e mobilidade urbana.

Meio de locomoção + prática esportiva: o estímulo ao lazer e a prática de atividades físicas refletem a filosofia de uma cidade que educa e cuida da saúde de seus habitantes.Com esta visão, ganhamos o prêmio “Agir Localmente, Pensar Globalmente”, do governo do Estado de São Paulo.

Além do circuito que já existe, a Prefeitura ainda planeja interligar avenidas por todas as regiões da cidade em cerca de 100km de novas ciclovias. Uma opção de transporte viável, sem poluentes, saudável para você e para a natureza.


Pedala Sorocaba

Mais uma prática criada por nossa Prefeitura que combina lazer e saúde de forma atraente. Além das ciclovias, o projeto “Pedala Sorocaba” atrai centenas de ciclistas. São passeios, sorteios, ações recreativas e culturais, focando sempre na importância do uso da bicicleta.

O evento é organizado pela Urbes – Trânsito e Transporte e reúne milhares de famílias que, além de se divertirem, também mantêm um hábito saudável, pedalando todos aos domingos nas proximidades do Parque das Águas, em um trecho da avenida Dom Aguirre. Ainda existe o “Pedala Noturno”, versão que ocorre uma vez por mês para os sorocabanos que também gostam de pedalar à noite.

  

IntegraBike


Com um sistema inovador de mobilidade urbana, o sistema Integrabike oferece bicicletas gratuitas em pontos da região Central da cidade, além de pontos nas avenidas Itavuvu, Ipanema e Angélica.

O cadastro é gratuito e fácil de ser feito: basta ir a uma das Casas do Cidadão ou no Terminal São Paulo, tendo um documento com foto (RG, carteira de trabalho, CNH) e qualquer um dos cartões de transporte coletivo de Sorocaba. Somente no primeiro mês de funcionamento, foram mais de 6 mil empréstimos.

Em Sorocaba você vai longe!
  
Via Viva

Você certamente já ouviu falar da Via Viva. E se não participou ou não conhece, fica aqui o nosso convite. Pense em uma grande avenida sorocabana – a Itavuvu – repleta de atividades culturais por todos os lados: esportes, apresentações musicais e todo tipo de lazer, além de boa comida. Um espaço para fazer novas amizades, conhecer novos sons e ainda se inteirar sobre questões de saúde e meio ambiente. Esta é a Via Viva, um novo modo de viver em Sorocaba.

Todos os domingos, das 8h às 13h, um trecho de 2km da avenida Itavuvu fica totalmente interditado para que esta realidade aconteça.  Neste horário, é possível andar de bicicleta, de skate e patins. Em outras palavras, divertir-se como se estivesse em um parque, só que em uma das avenidas mais movimentadas da cidade.

Entre as atrações, todas gratuitas, você pode participar de aulas de ginástica, artes marciais, esportes olímpicos e radicais, pintura facial, brinquedos infláveis, jogos de basquete, damas, xadrez, pebolim e tênis de mesa. Para as crianças a Escola do Pedala dá orientações sobre segurança no trânsito.

O projeto mantém também uma “Academia ao Ar Livre” e empréstimos de livros pelo programa móvel do “Vai e Vem”. Na unidade Sabe Tudo, próxima à avenida, você pode acessar a internet, ler livros, revistas e jornais do dia.

E tem mais! Para o seu conforto o Via Viva oferece banheiros em 3 pontos da avenida, além de serviços de manutenção para bicicletas. A segurança fica por conta da Urbes que monitora o fechamento e a abertura da avenida e das vias ao redor, com a presença de equipes e unidades móveis da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar.



Academia ao Ar Livre

A Academia ao Ar Livre é uma opção para se exercitar e cuidar da sua saúde, de uma forma totalmente diferente. Faça seus exercícios e usufrua de um céu bonito logo pela manhã, sem compromisso e quando quiser. São oferecidos seis aparelhos: caminhada dupla, cavalgada dupla, esqui duplo, pressão de pernas e um múltiplo, com seis funções.

Desde a criação destes espaços, podemos ver uma movimentação intensa de pessoas em diversos pontos em que as academias estão instaladas.
  

Caminhar para viver mais e melhor


Se você gosta de manter uma vida saudável, Sorocaba é a sua cidade. O Projeto Caminhada, monitorado por profissionais, é uma atividade física simples e acessível, sem restrições e fundamental para melhorar sua saúde física e mental.

Os benefícios são inúmeros: combater doenças como obesidade, hipertensão arterial e doenças cardíacas são apenas algumas das vantagens em se praticar uma atividade física regularmente.

A Caminhada pode ser feita por todos, sem restrição de idade.


Humanização do atendimento nas UBSs


Nos hospitais, nada melhor do que ter um bom atendimento, presente e dedicado. Pensando nisso, a cidade buscou tornar as 30 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade mais acolhedoras, oferecendo atendimentos de pediatria, ginecologia, acolhimento e consultas odontológicas.

As salas de espera estão sempre nos locais mais próximos aos pacientes, os espaços são amplos, e ainda há uma sala de amamentação, fraldário, sala para atividades físicas e um ambiente para trabalhos comunitários.

Especialistas cuidando da sua saúde

Priorizando o bem estar e a saúde de sua população, Sorocaba vem ampliando cada vez mais as ações voltadas às especialidades. Somente neste ano, vamos alcançar 15 mil vagas mensais de atendimentos por especialidades (hoje são 5 mil). De que forma isso será feito? Estendendo o horário de funcionamento da Policlínica até as 22h e mantendo médicos especialistas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Você poderá contar com mais de 30 especialidades, aproximadamente 130 médicos e uma média de 25,7 mil atendimentos por mês na Policlínica Municipal de Especialidades, "Dr. Edward Maluf", do bairro Santa Rosália.

Sorocaba possui ainda uma Rede Ambulatorial de Saúde Mental, o Ambulatório do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, o Centro de Orientação e Aconselhamento de Sorocaba (Coas) e mais 12 hospitais conveniados pelo SUS.


A saúde do homem e da mulher em Unidades Móveis


Mesmo que nunca tenha utilizado, você certamente já viu um Ônibus da Mulher (Ônibus Rosa) ou Ônibus do Homem (Ônibus Azul) pela cidade. Nossa cidade é a primeira do país a contar com este tipo de atendimento móvel especializado na saúde! O Ônibus da Mulher já atendeu a mais de 50 mil pessoas, sendo 17.3 mil só no ano passado.

A idéia da mobilidade foi tão boa para a população que outros ônibus estão surgindo para cuidar da saúde do sorocabano.

Para os cuidados com a saúde bucal você pode contar com o Odontomóvel, que já beneficiou centenas de jovens e adultos com atendimentos na área da odontologia.

E mais: até o final do ano estará circulando também o Ônibus Oftamológico, prestando mais de 1 mil atendimentos por mês.


A saúde de sua boca é importante

Você nem imagina, mas a saúde da sua boca é muito importante e se reflete na sua qualidade de vida.

Pensando nisso, o Programa de Saúde Bucal para orientar a população sobre os problemas que podem ocorrer na boca, mostrando como evitá-los ou tratá-los: prevenção da cárie, doença periodontal e câncer bucal, por exemplo. São palestras, atividades em escolas e eventos.

Além das 30 Unidades Básicas de Saúde espalhadas pela cidade que realizam o atendimento à população, as escolas municipais também oferecem orientações aos alunos e pais em reuniões. Em caso de necessidade, o paciente poderá ser encaminhado ao serviço de especialidade Odontológica na Policlínica Municipal.

Odontomóvel: promovendo sorrisos


Um sorriso bonito é a base para a auto-estima, influenciando a vida pessoal e profissional das pessoas: quem sorri mais vive mais feliz!

Surgindo como uma opção móvel totalmente equipada para atender questões da saúde bucal, o Odontomóvel atende usuários entre 18 e 40 anos. Percorrendo diversos bairros da cidade, oferece atendimento para próteses totais e removíveis para quem perdeu precocemente todos os dentes ou os anteriores. Serão cerca de 120 próteses por mês, funcionando a todo vapor das 7h às 10h, de segunda a sexta-feira.


Para controlar a Asma Infantil

Quase 20% das crianças brasileiras sofrem de asma. Esta preocupação levou a prefeitura a criar um programa especial de Controle da Asma Infantil, reduzindo cerca de 85% das internações e reduzindo o sofrimento de nossas crianças.

As crianças com menos de 14 anos que sofrem de asma são inscritas no programa, passam por uma avaliação e tem acompanhamento pediátrico e pneumológico. Em  6 anos mais de 10 mil crianças foram atendidas nas UBSs e Policlínica: um cuidado que mostra o compromisso da administração municipal com a saúde e a qualidade de vida.


Médicos à noite


Se você precisa de uma consulta depois do expediente conte com os médicos da policlínica. Com horário de atendimento ampliado até as 22h, a Prefeitura prioriza também especialidades de ortopedia, dermatologia, gastroenterologia clínica, endocrinologia e cardiologia, que são as mais procuradas pelos usuários da Policlínica, no Jardim Santa Rosália.

Nessa unidade, também são marcadas as consultas e procedimentos para toda a rede municipal, atendendo as Unidades Básicas de Saúde da cidade, com cerca de 130 médicos.


Bem nutrido

Criado há mais de 10 anos, o Programa Nutrir tem objetivo de combater a desnutrição infantil, um dos maiores problemas sociais da atualidade.

Atendendo a cerca de 1800 pessoas, o programa oferece 57 mil litros de uma bebida láctea a base de soja, em diferentes sabores, além de cerca de 3 mil kg de Farinha Múltipla Enriquecida (composta por soja, grãos e cereais).

Mas os benefícios não são só para crianças com idade superior a um ano! Gestantes, adultos e idosos também participam.


Bebês e gestantes bem acompanhados em Sorocaba

 Muitos programas da  Prefeitura buscam melhorar a vigilância em saúde e a assistência às gestantes e crianças em nossa cidade. Os programas de Atenção à Saúde da Mulher e de Atenção à Criança, além de todo trabalho desenvolvido nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são exemplos disso.
Para as gestantes, a primeira consulta na unidade de saúde mais próxima de sua casa já é agendada obrigatoriamente, se as crianças tiverem nascido no Sistema Único de Saúde.

Com esse cuidado, foi possível diminuir a mortalidade infantil em Sorocaba. Conheça as ações principais:

ü  Pré-natal para gestantes de alto risco
ü  Atendimento diferenciado à gestante adolescente
ü  Programa Recém Nascido de Risco
ü  Programa Bebê Saudável
ü  Controle da Asma
ü  Transmissão Vertical Zero do HIV
ü  Parceria com o Banco de Leite



Urgência e Emergência com mais qualidade


Um atendimento mais humanitário é prioridade em todo o sistema de saúde em Sorocaba. Nossa Prefeitura inaugurou a Unidade Pré-Hospitalar da Zona Oeste (UPH), que atua conjuntamente com a UPH Zona Norte e o Pronto Socorro Municipal, mantido por meio de convênio com a Santa Casa, que funcionam 24 horas por dia durante o ano inteiro.

Esta rede está montada de forma estratégica, visando garantir um acesso rápido e facilitado ao atendimento. Dependendo da necessidade, o paciente é atendido no mesmo dia pelo médico do programa, tem consulta marcada ou é encaminhado para outra unidade.

O sistema de urgência e emergência ainda conta com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu. Em caso de necessidade, o cidadão pode telefonar para o 192, onde é atendido por uma equipe de médicos que define qual a estrutura necessária para o atendimento no menor tempo possível.


Coletar, reciclar, reutilizar: as bases de uma cidade sustentável


Hoje todo mundo fala em sustentabilidade. Mas em Sorocaba muitas ações importantes para garantir o futuro de nosso planeta já são realidade há muito tempo.

Não é possível, por exemplo, pensar em desenvolvimento sustentável sem antes pensar na coleta seletiva – nossa prefeitura mantém parceria com quatro cooperativas de reciclagem (Coreso, Reviver, Catares e Ecoeso), que contam com aproximadamente 150 catadores, e coletam uma média de 400 toneladas de material reciclável por mês.

Anauguração da Fábrica de Polímeros da Coreso e da Rede Cata Vida, instalada em área cedida pela Prefeitura, transforma o plástico reciclado em tubos para canos de esgoto.

Depois, a Usina de Biodiesel Móvel,  montada sobre uma carreta, que permite produzir combustível biodegradável com óleo de cozinha usado. Ao dar uma destinação adequada ao óleo, o projeto evita que milhares de litros sejam despejados em esgotos, depósitos de lixo, rios ou lençóis freáticos, poluindo nossa cidade.

E o mais importante – possibilita a geração de emprego e renda aos cooperados.



Patrulheiros que defendem o Verde


Combater queimadas é uma prioridade. Doenças como asma, bronquite e algumas alergias são causadas diretamente por problemas relacionados à qualidade do ar.

Para isso, uma parceria com o Corpo de Bombeiros criou a "Patrulha Verde", que aumentou os atendimentos aos focos de incêndio nos meses do ano de clima mais seco. Este apoio existe desde 2006, com dois pontos de observação, que atuam diariamente das 10h às 19h.

As patrulhas verdes são formadas por 14 servidores municipais e 2 integrantes da Cooperativa dos Egressos e Familiares de Egresso de Sorocaba e Região (Coopereso), treinados especialmente para combater as chamas assim que surgem, evitando tragédias.  

Só para você entender como o assunto é sério, além de atender cerca de 90% das ocorrências de queimadas, a Patrulha Verde também trabalha na conscientização da população.


Plantar para melhorar ainda mais Sorocaba

Uma cidade verde é uma cidade saudável. Com o objetivo de atingir o plantio de 500 mil mudas de árvores até o final de 2012, nossa Prefeitura implantou a distribuição de mudas, oficinas de plantio e, principalmente, implementou atividades de conscientização da população para que todos participem.

Para os alunos das escolas municipais, um projeto especial: o Megaplantio Escolar, com o objetivo de envolver os estudantes na preservação do meio ambiente, trabalhando a questão da cidadania e criando um compromisso ambiental. Ao plantar em lugares próximos às escolas, os alunos assumem o compromisso de cuidar das mudas plantadas, desenvolvendo o respeito pela natureza.

A Secretaria de Obras e Infraestrutura urbana mantém um viveiro com capacidade para a produção de 500 mil mudas de árvores frutíferas por ano dentro da Penitenciária "Dr. Danilo Pinheiro", no bairro Mineirão, e no Centro de Detenção Provisória, em Aparecidinha, unindo o trabalho social à consciência sustentável.

Somente na segunda edição do Megaplantio, foram 100 mil mudas de árvores nativas e frutíferas espalhadas pela Avenida Itavuvu, transformando-a numa verdadeira "Avenida Parque".

Fumaça Preta nunca mais

Para orientar e alertar os motoristas de veículos a diesel sobre a regulagem dos motores para reduzir a emissão da fumaça preta, a Prefeitura promove a Campanha Educativa "Controle de Fumaça Diesel".

Os benefícios da diminuição e controle de poluição do ar são visíveis. A fiscalização por meio da Escala de Ringelmann é feita visualmente com base numa escala graduada de cores. Os veículos parados são avaliados por um opacímetro, aparelho que mede os níveis de fumaça provenientes de veículos a diesel.


Despoluido o Rio Sorocaba dá peixe


Há 12 anos, o Programa de Despoluição do Rio Sorocaba desenvolve um complexo de intervenções com coletas, afastamento e tratamento de todo o esgoto produzido na cidade, livrando o leito dos córregos e do rio dessa carga de efluente.

Diversas etapas já estão concluídas, como as Estações de Tratamento de Esgoto S-1, S-2, Pitico, Itanguá, Quintais do Imperador e Ipaneminha, que juntas já tratam 96% do esgoto que é gerado em Sorocaba. Os restantes 4% serão tratados pela ETE Aparecidinha, que entrará em operação até o final deste ano.

Além disso, estão concluídas 17 estações elevatórias responsáveis pelo bombeamento do esgoto para as ETEs; 3 quilômetros de coletores tronco e auxiliares no córrego Supiriri; e 28 quilômetros de interceptores de esgoto instalados nas duas margens do rio Sorocaba, desde a rodovia Raposo Tavares até o Parque Vitória Régia.


Esgoto tratado é saúde

Podemos afirmar que quase 100% do esgoto sorocabano já recebe tratamento: até o final do ano todo o esgoto será tratado.

 Para isso, a Prefeitura viabilizou as Estações de Tratamento de Esgoto Quintais do Imperador, Ipaneminha, Itanguá, Pitico, S-2, tornando-se um marco histórico para a cidade e resgatando a vida do Rio Sorocaba.

Expansão das ligações e redes de água e esgoto

A expansão das redes de água e de esgoto e o número de novas ligações de água e esgoto solicitadas junto ao Saae mostram o crescimento expressivo da cidade. Em números: 44 mil novas ligações de água, 33 mil de esgoto e mais 50 mil metros de novas redes de água e 32 mil de esgoto.

Toda a água tratada

Algumas intervenções como a reforma, ampliação e adequação ambiental da principal estação de tratamento de água de Sorocaba, a ETA/Cerrado, além da  automatização total e tratamento do lodo garantem a qualidade da água de nossa cidade.


Para não faltar água

São mais de 19,5 milhões de litros de água armazenados em 8 novos reservatórios instalados pela cidade. Com uma estrutura cilíndrica e metálica, atendem regiões do Iporanga II, Brigadeiro Tobias, Vila Barão, Parque Vitória Régia, Parque São Bento e Parque Tecnológico.


Novos sistemas de bombeamento

Você sabe como a água chega até a torneira de sua casa? Ela recebe uma pressão, que é feita por bombas de recalques, inseridos junto aos reservatórios da cidade.

Muitos investimentos foram feitos pela nossa Prefeitura para implantar novos sistemas na ETA/Cerrado; no Éden; Parque São Bento, Vitória Régia, Jardim Dois Corações; Júlio de Mesquita Filho, Jardim Novo Eldorado, Brigadeiro Tobias e Campolim.

Abaeté sem alagamentos

O velho problema de alagamento em todos os períodos chuvosos no bairro do Jardim Abaeté assustou moradores sorocabanos por muitos anos. Em 2006, nossa Prefeitura acabou com esse temor, através da operação do sistema de contenção e drenagem de águas pluviais desenvolvidas no local: um "piscinão" com capacidade para quase 50 milhões de litros de água e um dique de proteção, além de três conjuntos de moto-bombas.

Além de valorizar o bairro e garantir mais qualidade de vida, a intervenção da prefeitura resolveu um dos grandes problemas da população.

Novos sistemas de drenagem


Quando a chuva é muita as enchentes são inevitáveis: para minimizar os problemas, a Prefeitura tem feito uma série de investimentos no sistema de drenagem da cidade. 

Foram feitas ampliações nas bocas-de-lobo e nas galerias de águas pluviais, minimizando locais de possível alagamento em tempo de chuvas. São mais de 182 bocas-de-lobo e 5,7 km de galerias espalhados pela cidade.


Novos anéis adutores abastecem Sorocaba

Para ampliar as condições de abastecimento de água em alguns pontos da cidade que apresentavam déficit, Sorocaba ganhou novos anéis adutores, beneficiando regiões como Central Parque; Vila Helena/altos da avenida Ipanema; Parque Vitória Régia; Éden e Parque São Bento; Maria Eugênia e Iporanga.

Somente no Central Parque foram 2 km de tubos. Já no Vitória Régia/Parque Tecnológico, 9 km de tubulações se estendem da Avenida Antônio Silva Saladino até a Toyota.


Coletores do Supiriri e Pirajibu


Dois córregos na cidade ainda não possuíam saneamento em sua totalidade: Supiriri e Pirajibu. Com a implantação dos coletores-tronco, essa situação se reverteu.

Do Éden ao Vitória Régia, com 10km de extensão, o coletor Pirajibu deságua no rio Sorocaba. Já o Vitória Régia atravessa a Avenida Afonso Vergueiro em uma perfuração subterrânea e vai até a chegada no rio Sorocaba, em uma região próxima à Usina Cultural, em mais de 3500 metros de coletores de esgoto.

Barragem reguladora do Éden

Esta barragem é responsável por abastecer a Estação de Tratamento de Água do Éden, além de ser um reservatório para até 343 milhões de litros de água. Ela consiste num maciço de terra de 72 metros de comprimento, com um vertedouro em concreto que fornece maior segurança à barragem.



 Av. Dom Aguirre sem água na pista

Os problemas que impedem tráfego de veículos ocasionados pelo acúmulo de água nas pistas da Avenida Dom Aguirre estão sendo sanados pelas obras de alteamento. Buscando complementá-las, a Prefeitura criou dois sistemas do bombeamento na via, próximos à praça Lions e outro sob a ponte Francisco Delosso.


Um Centro Operacional coordena tudo


Exatamente como é feito nas grande cidades, a Prefeitura implantou um Centro Operacional para coordenar todas as atividades de saneamento: além de gerar economia, a o controle centralizado facilita os serviços do Departamento de Águas, Esgoto e Drenagem de Sorocaba.




sábado, 16 de julho de 2011

A cicatriz em forma de raio

Como acompanhar um personagem que parece real

Hoje tive um sonho nostálgico. Sonhei que tomava cerveja amanteigada em Hogsmeade, com amigos da Corvinal (que sempre foi minha favorita, dentre as casas), contando a todos como foi o jogo de quadribol da última tarde. Levamos a história para as escadas de Hogwarts, seguindo para as masmorras, enquanto Snape nos aguardava. Se esse sonho já faria algum sentido pra você há pelo menos uns 10 anos, esse texto é para nós.

O garoto que sobreviveu. Se Harry Potter recebeu uma pequena cicatriz em sua testa, resultado de um feitiço mal planejado de Lord Voldemort, todos nós também a recebemos , de um outro feitiço - muito mais poderoso e bem executado, por sinal - de uma bruxinha que divagava em trens europeus, J.K. Rowling. E nos obrigamos a acompanhá-lo, como se um imperius proibido nos atingisse despercebidos.

Vivemos dentro do castelo. Colecionamos figurinhas de bruxos e nos degustamos dos estapafúrdios feijoezinhos de todos os sabores. E enquanto eles cresciam - no mundo mágico de sete livros e oito filmes - nós também evoluímos. Sem nenhum esforço, podemos lembrar da primeira ida ao cinema, no frio saudoso de 2001, com nossos 10 ou 11 anos. Muitos não conseguiam esconder a sua paixão, e vestiam trajes, chapéus e até mesmo empunhavam suas varinhas para trazer a magia à tona. Crianças vivenciando o universo mais maravilhoso que já existiu. Ou pelo menos assim pensávamos, naquele instante.
Devoramos as páginas por dezenas e dezenas de vezes. Quando o último capítulo se apresentou, nos obrigamos a abandonar tudo e começar do início. O menino que sobreviveu.

Nós crescemos também, e agora trabalhamos, namoramos e por muitos momentos sentimos que "a magia acabou". Estas duas horas, envoltas de patronos e dementadores, resgataram um pouco daquele aroma gostoso de inocência. O aroma de voltar para casa com o livro de ciências na mão, jogá-lo no canto do armário e ler O Cálice de Fogo pela quinta vez.

A vibração de cada pessoa naquele cinema não correspondia a nenhum adulto. Fomos todos pequenos bruxos, com a insegurança e o medo de experimentar o chapéu seletor no salão comunal. Crianças ansiosas, se emocionando com a morte de entes do imaginário que mais pareciam parentes de carne e osso.
Snape nos derrubou lágrimas mais uma vez. Ele estava ali o tempo todo, por mais que ninguém o tenha percebido. E por falar em lágrimas, ele as deixou para que nos lembrássemos dele, não como o homem que destruiu um sonho, mas ajudou a levantá-lo.

A querida Helena Bonh...Ops, me desculpem, Belatriz Lestrange, nos dividia. Vilã odiosa ou estrela excêntrica? Seu desfecho incomodou, e o público não sabia se aplaudia Molly, ou se lamentava pela madame das trevas.

E a coragem de Neville assustou a muitos. Assustou tanto quanto a realidade que lhe foi imposta, desde criança. A superação constante, que fez com que o riso se abafasse por completo quando a espada foi empunhada, desafiando todo o seu passado.

A criação se completa (ou se renova) quando a criança pergunta ao pai:
- E se eu for pra Sonserina ?

O sussurro foi apenas para o pai, e Harry percebeu que só o momento
da partida poderia ter forçado alvo a revelar como o seu medo era grande e sincero.
Harry se abaixou de modo a deixar o rosto do menino ligeiramente acima do dele.
Dos seus três filhos apenas alvo herdara os olhos de Lilian Potter.
-Alvo Severo - disse Harry baixinho para ninguém mais exceto Gina,
poder ouvir e ela teve tanto suficiente para fingir que acenava para Rosa,
que já estava no trem-, nós lhe demos o nome de dois diretores de Hogwarts.
um deles era da Sonserina, e provavelmente foi o homem mais corajoso que já conheci .

Mais um ciclo terminou. E a gente se pergunta: foi tudo verdade ou aconteceu apenas em nossas imaginações? E um sábio barbudinho responde, todo de branco: "é claro que na imaginação, mas por que isso significaria que não é verdade?"


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Conheça o meu primeiro livro

O livro "Vaidades, contradições e alguns quilos de argila" foi escrito por mim e pela jornalista Beatriz Nunes e buscou, pela linguagem do jornalismo literário, narrar fragmentos da vida e do trabalho de seis jovens artistas sorocabanos: Renato Gommes (ator), Flávia Aguilera (artista plástica), Natali Hernandes (fotógrafa), Renata Cunha (escritora), Hugo Rafael (músico) e Jorge Cury (bailarino).

Link para comprar o livro: 
iTunes - https://goo.gl/p1buLE
Clube dos autores (livro impresso) - https://goo.gl/7Npa3E
Google Books - https://goo.gl/JJjwqG


Arte da capa: Flávia Aguilera

As entrevistas ocorreram entre janeiro e março de 2012, com atualizações pontuais realizadas no início de 2013. Além dos artistas que compõem o eixo principal do livro, foram ouvidos profissionais de diversas áreas relacionadas à cultura, como jornalistas, empresários e diretores de teatro, formando uma espécie de mosaico do fazer artístico na cidade de Sorocaba. O último capítulo é um serviço, exibindo dados de diversas instituições culturais de Sorocaba para quem deseja conhecer melhor as áreas abordadas.

Ficha Técnica


"Vaidades, contradições e alguns quilos de argila"

Autores: Luiz Fernando Toledo e Beatriz Nunes

Lançamento: 2012

Sem editora

129 páginas


Leia, a seguir, o capítulo 2.2 da artista plástica Flávia Aguilera e deixe suas críticas e/ou sugestões. Caso tenha interesse em adquirir o livro completo, entre em contato pelo e-mail luizf.toledo@live.com



2.2 Flávia Aguilera




 “Prefiro comprar 40 quilos de argila do que um sapato”

Os olhos contraídos da artista plástica Flávia Aguilera encontram no centro da face um nariz que parece ter sido esculpido em marfim. A boca, que se move no ritmo de suas palavras entonadas em melodia de contralto, revela em instantes tímidos um sorriso de sinceridade. Outrora, em tom mais ríspido, uma curiosa retórica de preocupação social, gesticulada como ninguém. Tal harmonia poderia referenciar a calmaria impressionista de uma paisagem de Monet[1], contrastando com a sátira de Goya[2]. Claro, sem a depressão do primeiro nem a turbulência do segundo. E nada disso é suficiente para que a sorocabana de 25 anos pose para uma foto com boa vontade, resultado de um profundo desligamento de seu "eu", isento de narcisismos e estrelismos superficiais.

Somos recebidos na Mansão, uma conhecida casa dos sorocabanos sedentos por novidades do universo da arte e sede do coletivo cultural Rasgada Coletiva. Apesar do nome, trata-se de um imóvel simples, praticamente invisível em relação aos vizinhos. Uma casa qualquer, alguém diria. Em seu interior, paredes repletas de colagens e desenhos produzidos pelos artistas que frequentam o local. A sala principal possui somente um sofá, que acomoda um grande quadro iluminado por uma luz fraca. É lá que o público se amontoa para assistir aos shows de bandas undergrounds da região e até mesmo de outros países. Além da música, o coletivo também oferece eventos de dança, oficinas literárias e workshops de fotografia gratuitos, fomentando a produção e apreciação artística em Sorocaba. Um verdadeiro esconderijo de preciosidades, que talvez revele o verdadeiro significado do termo “mansão".

Na cozinha, cômodo escolhido para a entrevista, nenhum detalhe luxuoso. Ao invés de flores e guardanapos pintados, que seriam comuns na decoração de um local designado às refeições, o que nos rouba a atenção é a presença de um grande número de adereços, como discos de rock alternativo espalhados pela pia e um quadro que trazia um desenho da banda Mars Volta, trabalho da artista plástica Juliana Moraes. 

Acomodados em um sofá rasgado, observamos Flávia se distrair com uma máscara de argila feita por ela, que parecia clamar por alguma resposta que ninguém possuía.

Minutos antes, Flávia dava aula de arte no local, profissão que costuma chamar de "principal", à frente da produção enquanto artista. A bagunça, característica notável em todo o ambiente, foi justificada.

"Vivo assim. Em todos os lugares. Meu quarto é desorganizado, minhas pastas são uma confusão. Gosto de colecionar coisas diversas. Sempre que vejo algo bonito no chão, como uma folha seca, eu costumo guardar para usar em trabalhos futuros". Certa vez, encontrou um pássaro morto e julgou que sua asa possuía uma beleza atípica. Foi o suficiente para que a recortasse: “um dia vou usá-la em alguma obra minha”.


Como pensa um artista


Tal forma de pensamento, sem lógicas compulsivas de organização, já havia sido alertada por Lúcia Castanho, professora de Flávia no curso de Artes Visuais da Universidade de Sorocaba (Uniso): "Ela pensa como uma artista. Sua linha criativa é fantástica". Mas o que significa pensar como artista? A primeira resposta chega em uma expressão facial de surpresa. A jovem parece em dúvida se fica animada por ter sido indicada positivamente por uma professora que admira tanto, ou se "pensamento de artista" realmente caberia ao seu processo criativo. Em alguns segundos, não escondendo a timidez, esboça com sinceridade: "não sei exatamente o que ela quis dizer com isso. Talvez seja porque eu não gosto de etapas. Para mim, não existe um processo exato para se criar uma obra de arte. Se um aluno me pergunta se pode usar canetinha, minha resposta é positiva. Se ele quiser usar cuspe e sangue também, será tão positiva quanto", reflete. 

"O importante é que, seja lá qual for a ferramenta escolhida, o autor deve estar pensando em seu objetivo, no que ele quer dizer com aquilo que está produzindo. Talvez esse seja o pensamento do artista".


Obras que são sentidas


As obras de Flávia parecem não ter um sentido no momento em que as observamos. São traços disformes e rabiscos sem conexão, mas que com uma apreciação mais profunda, começam a ganhar significado. “Tudo que o artista propõe será sentido por ele e por seu espectador, mas de formas diferentes”, analisa. Para a jovem artista, qualquer obra de arte busca um sentido, então esta deve ser racionalizada e sentida ao mesmo tempo. “A razão e a emoção da obra não agem isoladamente”.

Um dos desenhos exibidos no perfil da artista em sua página pessoal no Facebook (à esquerda) chamou a atenção de amigos e curiosos, que comentavam e questionavam o seu significado. São traços de um lápis que parecem não se encontrar, vagamente lembrando o corpo de um homem que segura uma espécie de quadro ou gravura nas mãos, com um rosto desenhado. Ao contrário do "provável" homem, o quadro traz detalhes mais precisos do rosto, como boca e orelhas. Para Flávia, a diferença entre a uniformidade do quadro e a desconstrução do homem exemplifica o que ocorre na internet: "as pessoas adoram formar definições delas mesmas através da internet e das redes sociais. Elas querem criar características definitivas de si, por meio de fotos totalmente montadas e editadas. Quando alguém compartilha um vídeo com uma música, essa pessoa não quer somente divulgar a música. Ela quer que as pessoas saibam que ela gosta daquele artista e que isso faz parte dela. Eu não acho que as pessoas sejam assim, definidas. Elas são como o homem rabiscado do desenho, complexas e sem traços exatos. Podem me conhecer em um dia em que estou de bom humor e simpática. Mas também posso estar revoltada com a vida e não ser muito educada. Não se trata de ser, mas de estar".


A internet no meio artístico


As redes sociais têm fornecido grande ajuda na divulgação dos desenhos e esculturas de Flávia. "Conheço artistas do mundo todo e, ao mesmo tempo em que compartilho a obra deles, eles também mostram a minha por lá". A artista participa com frequência das conversas que se desenrolam nos comentários de suas próprias fotos, entre elogios e prováveis interpretações de seus desenhos, pinturas e esculturas. Apesar da intervenção, ela gosta de reforçar: "a interpretação é de cada um". 

Se por um lado o ambiente virtual é favorável aos artistas, por outro ele pode prejudicar a memória ao longo dos anos. "A arte do passado ficou, mas a nossa vai desaparecer"; A preocupação de Flávia é com a imaterialidade do produto artístico. "Muitas vezes vemos que um quadro que foi divulgado na internet nem existe mais, ficando apenas no registro fotográfico. Não há muita preocupação em mostrar o produto, em visitar museus, pois alguns se satisfazem simplesmente com a visualização por trás da tela de um monitor".

Apesar da crítica, ela própria demonstra certo desapego pela própria produção, evidenciando que também é filha desta geração que descarta as coisas rapidamente. "Sou apaixonada pela minha arte no momento em que estou produzindo. Depois de finalizar, jogo muita coisa fora. Não guardo nem vendo, até porque não sei dar preço para as minhas criações. Se uma pessoa gosta muito de um desenho que fiz, eu penso em por que não dá-lo a ela. Não acho justo cobrar por isso, já que eu tenho tanta facilidade em criar".


A morte é universal


A representação da morte é constantemente apresentada por Flávia em seu trabalho. Tal excentricidade, como muitos chamariam, é leve para a artista, que entende o processo como uma “exposição de sentimentos de dentro pra fora”. “Se fossem analisar minha personalidade pelos desenhos, provavelmente me imaginariam como uma menina que vive em um porão. Querendo morrer”. Não que o desejo pelo fim da vida jamais tenha passado por sua mente. “Já quis muito morrer. Principalmente aos 17, naquela fase em que tudo parece estar errado. No réveillon, meu desejo para o próximo ano era que eu morresse”. Ela chegou até mesmo a arquitetar planos de como contratar alguém que pudesse lhe matar, angariando fundos para o feito, que obviamente não chegou a ser concretizado.

“Para mim a morte é universal. É uma preocupação de todos. Pensamos nisso o tempo todo. Apesar de tudo, eu tenho medo dela”. Seus desejos mórbidos são fruto de uma crítica social que a acompanha desde que viu o pai abandonar as esculturas que tanto gostava para trabalhar em uma empresa, em busca do sustento familiar. “Essa forma cruel em que o sistema trabalha me frustra, às vezes. Meu pai poderia ter sido um ótimo artista, mas a máquina freou seus sonhos, assim como os de tantas pessoas”. O semblante agora é outro. Mais rígido.


A arte como profissão


Flávia é professora de artes em um colégio particular de Boituva. O sustento, por mais que não seja diretamente relacionado à produção que tanto gosta, não foge de seus interesses, além do fato de que não lhe ocupa tanto a ponto de não conseguir desenhar ou desenvolver suas esculturas. “Jamais trabalharia com algo que não me permitisse produzir, pois este para mim seria o fim. Alguns encontram a razão da vida na matemática, outros na administração. Eu a encontrei na arte”.

Sua ligação com a arte não acaba no ambiente produtivo. Mesmo quando não está criando nada, a artista diz conversar sobre arte com os amigos. “Isso acaba filtrando as amizades, de certa forma. Quem não gosta muito desse meu ritmo, simplesmente se afasta”. E a atenção tão focada no assunto existe desde os tempos do primário. “Não consigo pensar num ponto inicial da minha trajetória, porque na verdade eu sempre desenhei, desde que me conheço por gente. Na escolinha eu já pintava e dizia a todos que queria ser desenhista quando crescesse”.


“Arte é combinar sofá e tapete”


A artista sabia que se tratava de uma escolha difícil: "as artes plásticas são menos acessíveis que as outras artes como o teatro e a música, por exemplo. A música já vem pronta, quem não gosta? O teatro diverte instantaneamente, apesar de exigir certa reflexão posterior. Mas a pintura, o desenho, tudo que é visual e estático, exige reflexão. As pessoas só enxergam que a imagem causa desconforto e não querem mais saber daquilo. Não procuram saber o porquê do desconforto, que é a principal provocação de uma pintura. Para o povo, muitas vezes a arte significa combinar o quadro com a cor do sofá e do tapete", reclamou.

A revolta com um sistema que privilegia a estética do belo e socialmente aceitável se evidencia em cada detalhe das vestes de Flávia, além dos objetos que a rodeiam, como uma porção de livros de filosofia sobre a mesa. O moletom estampado em tom pastel parece muito confortável e despojado. Sem demonstrar nenhum tipo de vaidade, um brilho oculto paira no olhar da artista, ora desviando para sua máscara de argila, ora para o amontoado de CDs espalhados. 


“Fica rico quem ganha o reality show”


Lembranças sobre a carreira do pai e a discussão sobre a arte como produto mercadológico provocam Flávia como se aquilo a atingisse fisicamente. Mais exaltada do que durante toda a entrevista, inicia um discurso que parecia fresco em sua memória, mas não decorado.

“Até o lazer está inserido na lógica do capital. É preciso se divertir com teatro e cinema para que no dia seguinte se trabalhe com mais ânimo. Retornamos para casa, vemos um capítulo da novela e sonhamos com os vestidos e acessórios das famosas, desejando uma vida como a delas. Isso faz com que busquemos mais trabalho, mais dinheiro e, consequentemente, mais infelicidades com a frustração de nunca ficarmos parecidas com a atriz. Hoje fica rico quem ganha o reality show da TV ou recebe herança. O esforço é deixado de lado. Minha arte busca esta expressão. Ela grita por esse mundo que sufoca".

A cozinha, que desde o começo já não trazia ares de gastronomia, mas de arte, agora parecia ter se transformado em uma assembleia. A cadeira de Flávia aos poucos se moldava como um palanque. Em consonância ao pensamento de que artista também é um político, a jovem proferiu uma frase que poderia considerar a máxima de seu trabalho e atitude: "Prefiro comprar 40 quilos de argila do que um sapato!". A máscara que clamava parece ter encontrado a sua resposta.



[1]Oscar-Claude Monet, pintor francês que retratou belas paisagens em suas obras
[2]Francisco José de Goya y Lucientes, pintor espanhol que ficou conhecido como “o Turbulento”