O
livro “Cidade Digital” é um estudo meticuloso da influência dos novos meios de
comunicação à nossa sociedade. Fruto de esforços de um conjunto de
pesquisadores – tanto alunos de iniciação científica, quanto mestrandos e doutorandos
- da Universidade Federal da Bahia – UFBA, a obra compreende informações
obtidas ao longo de dois períodos: de 2001 a 2003, e de 2004 a 2005.
domingo, 6 de novembro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Cidade saudável
(textos produzidos para campanha eleitoral)
Continuar crescendo com qualidade de vida!
Continuar crescendo com qualidade de vida!
Uma
das maiores preocupações da cidade é a questão da Saúde do
sorocabano. Não é à toa que nossos índices estão bem acima de muitas outras
cidades do Brasil.
E
como atender a essa grande responsabilidade? É aí que entra o conceito de
Cidade Saudável, baseado no Planejamento Estratégico da Prefeitura: uma cidade
que propõe políticas públicas para promover cada vez mais qualidade de vida
para a população.
O
que a prefeitura pretende é buscar melhorias que contribuam para o bem estar de
crianças, jovens, adultos e idosos. Com
esse objetivo, uma série de investimentos - tanto na Saúde quanto em outras
áreas - já vem sendo realizada pela Prefeitura.
Parques
Municipais
Com certeza você já
deve ter passeado por algum parque da cidade. Talvez algum próximo de sua casa
ou do trabalho. Mas você sabia que o número de parques na cidade terá dobrado
no final deste ano, em relação a 2005, passando para um total de 22?
Além dos novos
parques implantados pelo nosso prefeito Vitor Lippi, como o Parque das Águas
(Jd. Abaeté), Espanhóis (Pinheiros), Kasato Maru (Campolim), “Maestro Nilson
Lombardi” (Jd. Ipiranga), Formosa (Vila Formosa), Paço Municipal (Alto da Boa
Vista) e tantos outros, ainda há outros parques que devem ser concluídos até o
final do ano:
ü ETA-Éden
ü Biodiversidade, a primeira unidade
de conservação da cidade (nas proximidades do Parque Tecnológico)
ü Jd. Rodrigo, dentro de um complexo
com UBS, escola, Sabe Tudo e Escola em Tempo Integral - Oficina do Saber
ü Jardim Botânico, um espaço de
pesquisas, educação ambiental, o lazer e a preservação do meio ambiente
ü Jardim Marli / Sol Nascente
ü Jardim dos Estados
ü Parque dos Ipês
Com
espaços abertos e um conceito inovador de paisagismo, eles são totalmente
integrados à paisagem urbana, valorizando os bairros. Você não precisa ir muito
longe para ver um ambiente agradável de convivência, lazer e atividades
físicas.
As opções para os
sorocabanos são amplas: ciclovias, pistas de caminhada, academia ao ar livre,
quadras poliesportivas, playground, quadras de areia, anfiteatro ao ar livre,
campo de futebol, pista de skate, canchas de malha e bocha; áreas verdes com
gramado, árvores, arbustos e flores; bancos; sistema de iluminação; lago e
espelho d'água; entre outros.
As atividades ao ar
livre permitem uma maior aproximação com a natureza e garantem mais qualidade
de vida.
Ciclovias
Sorocaba
é referência em ciclovias. Não apenas no Brasil como em toda a América Latina. Com
a 2ª maior rede do país, atrás apenas do Rio de Janeiro, podemos nos considerar
orgulhosos de usufruirmos de um projeto que traz um novo conceito de qualidade
de vida e mobilidade urbana.
Meio
de locomoção + prática esportiva: o estímulo ao lazer e a prática de atividades
físicas refletem a filosofia de uma cidade que educa e cuida da saúde de seus
habitantes.Com esta visão, ganhamos o prêmio “Agir Localmente, Pensar
Globalmente”, do governo do Estado de São Paulo.
Além
do circuito que já existe, a Prefeitura ainda planeja interligar avenidas por
todas as regiões da cidade em cerca de 100km de novas ciclovias. Uma opção de
transporte viável, sem poluentes, saudável para você e para a natureza.
Pedala Sorocaba
Mais uma prática criada por nossa Prefeitura que
combina lazer e saúde de forma atraente. Além das ciclovias, o projeto “Pedala
Sorocaba” atrai centenas de ciclistas. São passeios, sorteios, ações
recreativas e culturais, focando sempre na importância do uso da bicicleta.
O
evento é organizado pela Urbes – Trânsito e Transporte e reúne milhares de
famílias que, além de se divertirem, também mantêm um hábito saudável,
pedalando todos aos domingos nas proximidades do Parque das Águas, em um trecho
da avenida Dom Aguirre. Ainda existe o “Pedala Noturno”, versão que ocorre uma
vez por mês para os sorocabanos que também gostam de pedalar à noite.
IntegraBike
Com
um sistema inovador de mobilidade urbana, o sistema Integrabike oferece
bicicletas gratuitas em pontos da região Central da cidade, além de pontos nas
avenidas Itavuvu, Ipanema e Angélica.
O
cadastro é gratuito e fácil de ser feito: basta ir a uma das Casas do Cidadão
ou no Terminal São Paulo, tendo um documento com foto (RG, carteira de
trabalho, CNH) e qualquer um dos cartões de transporte coletivo de Sorocaba.
Somente no primeiro mês de funcionamento, foram mais de 6 mil empréstimos.
Em
Sorocaba você vai longe!
Via
Viva
Você
certamente já ouviu falar da Via Viva. E se não participou ou não conhece, fica
aqui o nosso convite. Pense em uma grande avenida sorocabana – a Itavuvu –
repleta de atividades culturais por todos os lados: esportes, apresentações
musicais e todo tipo de lazer, além de boa comida. Um espaço para fazer novas
amizades, conhecer novos sons e ainda se inteirar sobre questões de saúde e
meio ambiente. Esta é a Via Viva, um novo modo de viver em Sorocaba.
Todos
os domingos, das 8h às 13h, um trecho de 2km da avenida Itavuvu fica totalmente
interditado para que esta realidade aconteça.
Neste horário, é possível andar de bicicleta, de skate e patins. Em
outras palavras, divertir-se como se estivesse em um parque, só que em uma das
avenidas mais movimentadas da cidade.
Entre as atrações, todas gratuitas, você pode
participar de aulas de ginástica, artes marciais, esportes olímpicos e
radicais, pintura facial, brinquedos infláveis, jogos de basquete, damas,
xadrez, pebolim e tênis de mesa. Para as crianças a Escola do Pedala dá
orientações sobre segurança no trânsito.
O projeto mantém também uma “Academia ao Ar Livre” e empréstimos
de livros pelo programa móvel do “Vai e Vem”. Na unidade Sabe Tudo, próxima à
avenida, você pode acessar a internet, ler livros, revistas e jornais do dia.
E tem mais! Para o seu conforto o Via Viva oferece
banheiros em 3 pontos da avenida, além de serviços de manutenção para
bicicletas. A segurança fica por conta da Urbes que monitora o fechamento e a
abertura da avenida e das vias ao redor, com a presença de equipes e unidades
móveis da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar.
Academia ao Ar Livre
A Academia ao Ar Livre é uma opção para se exercitar e
cuidar da sua saúde, de uma forma totalmente diferente. Faça seus exercícios e
usufrua de um céu bonito logo pela manhã, sem compromisso e quando quiser. São
oferecidos seis aparelhos: caminhada dupla, cavalgada dupla, esqui duplo,
pressão de pernas e um múltiplo, com seis funções.
Desde
a criação destes espaços, podemos ver uma movimentação intensa de pessoas em
diversos pontos em que as academias estão instaladas.
Caminhar
para viver mais e melhor
Se
você gosta de manter uma vida saudável, Sorocaba é a sua cidade. O Projeto
Caminhada, monitorado por profissionais, é uma atividade física simples e
acessível, sem restrições e fundamental para melhorar sua saúde física e
mental.
Os
benefícios são inúmeros: combater doenças como obesidade, hipertensão arterial
e doenças cardíacas são apenas algumas das vantagens em se praticar uma
atividade física regularmente.
A
Caminhada pode ser feita por todos, sem restrição de idade.
Humanização do
atendimento nas UBSs
Nos hospitais, nada
melhor do que ter um bom atendimento, presente e dedicado. Pensando nisso, a cidade buscou tornar as 30 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade mais
acolhedoras, oferecendo atendimentos de pediatria, ginecologia, acolhimento e
consultas odontológicas.
As salas de espera estão
sempre nos locais mais próximos aos pacientes, os espaços são amplos, e ainda
há uma sala de amamentação, fraldário, sala para atividades físicas e um
ambiente para trabalhos comunitários.
Especialistas
cuidando da sua saúde
Priorizando o bem estar e a saúde de sua população,
Sorocaba vem ampliando cada vez mais as ações voltadas às especialidades.
Somente neste ano, vamos alcançar 15 mil vagas mensais de atendimentos por
especialidades (hoje são 5 mil). De que forma isso será feito? Estendendo o
horário de funcionamento da Policlínica até as 22h e mantendo médicos
especialistas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Você poderá contar com mais de 30 especialidades,
aproximadamente 130 médicos e uma média de 25,7 mil atendimentos por mês na
Policlínica Municipal de Especialidades, "Dr. Edward Maluf", do
bairro Santa Rosália.
Sorocaba possui ainda uma Rede Ambulatorial de
Saúde Mental, o Ambulatório do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, o Centro de
Orientação e Aconselhamento de Sorocaba (Coas) e mais 12 hospitais conveniados
pelo SUS.
A saúde do homem e da mulher em Unidades Móveis
Mesmo que nunca tenha utilizado, você certamente já
viu um Ônibus da Mulher (Ônibus Rosa) ou Ônibus do Homem (Ônibus Azul) pela
cidade. Nossa cidade é a primeira do país a contar com este tipo de atendimento
móvel especializado na saúde! O Ônibus da Mulher já atendeu a mais de 50 mil
pessoas, sendo 17.3 mil só no ano passado.
A idéia da mobilidade foi tão boa para a população
que outros ônibus estão surgindo para cuidar da saúde do sorocabano.
Para os cuidados com a saúde bucal você pode contar
com o Odontomóvel, que já beneficiou centenas de jovens e adultos com
atendimentos na área da odontologia.
E mais: até o final do ano estará circulando também
o Ônibus Oftamológico, prestando mais de 1 mil atendimentos por mês.
A saúde de sua boca é importante
Você nem imagina, mas a saúde da sua boca é muito
importante e se reflete na sua qualidade de vida.
Pensando nisso, o Programa de
Saúde Bucal para orientar a população sobre os problemas que podem ocorrer na
boca, mostrando como evitá-los ou tratá-los: prevenção da cárie, doença
periodontal e câncer bucal, por exemplo. São palestras, atividades em escolas e
eventos.
Além das 30 Unidades Básicas de Saúde espalhadas
pela cidade que realizam o atendimento à população, as escolas municipais também
oferecem orientações aos alunos e pais em reuniões. Em caso de necessidade, o
paciente poderá ser encaminhado ao serviço de especialidade Odontológica na
Policlínica Municipal.
Odontomóvel:
promovendo sorrisos
Um sorriso bonito é a
base para a auto-estima, influenciando a vida pessoal e profissional das pessoas:
quem sorri mais vive mais feliz!
Surgindo como uma opção
móvel totalmente equipada para atender questões da saúde bucal, o Odontomóvel
atende usuários entre 18 e 40 anos. Percorrendo diversos bairros da cidade, oferece
atendimento para próteses totais e removíveis para quem perdeu precocemente
todos os dentes ou os anteriores. Serão cerca de 120 próteses por mês,
funcionando a todo vapor das 7h às 10h, de segunda a sexta-feira.
Para controlar a Asma Infantil
Quase 20% das crianças brasileiras sofrem de asma.
Esta preocupação levou a prefeitura a criar um programa especial de Controle da
Asma Infantil, reduzindo cerca de 85% das internações e reduzindo o sofrimento
de nossas crianças.
As crianças com menos de 14 anos que sofrem de asma
são inscritas no programa, passam por uma avaliação e tem acompanhamento
pediátrico e pneumológico. Em 6 anos
mais de 10 mil crianças foram atendidas nas UBSs e Policlínica: um cuidado que
mostra o compromisso da administração municipal com a saúde e a qualidade de
vida.
Médicos à noite
Se você precisa de uma
consulta depois do expediente conte com os médicos da policlínica. Com horário
de atendimento ampliado até as 22h, a Prefeitura prioriza também especialidades
de ortopedia, dermatologia, gastroenterologia clínica, endocrinologia e
cardiologia, que são as mais procuradas pelos usuários da Policlínica, no
Jardim Santa Rosália.
Nessa unidade, também são marcadas as consultas e
procedimentos para toda a rede municipal, atendendo as Unidades Básicas de
Saúde da cidade, com cerca de 130 médicos.
Bem nutrido
Criado há mais de 10 anos, o Programa Nutrir tem
objetivo de combater a desnutrição infantil, um dos maiores problemas sociais
da atualidade.
Atendendo a cerca de 1800 pessoas, o programa
oferece 57 mil litros de uma bebida láctea a base de soja, em diferentes
sabores, além de cerca de 3 mil kg de Farinha Múltipla Enriquecida (composta
por soja, grãos e cereais).
Mas os benefícios não são só para crianças com
idade superior a um ano! Gestantes, adultos e idosos também participam.
Bebês e gestantes
bem acompanhados em Sorocaba
Muitos
programas da Prefeitura buscam melhorar a vigilância em saúde e a
assistência às gestantes e crianças em nossa cidade. Os programas de Atenção à
Saúde da Mulher e de Atenção à Criança, além de todo trabalho desenvolvido nas
Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são exemplos disso.
Para as gestantes, a primeira consulta na unidade
de saúde mais próxima de sua casa já é agendada obrigatoriamente, se as
crianças tiverem nascido no Sistema Único de Saúde.
Com esse cuidado, foi possível diminuir a mortalidade infantil em Sorocaba. Conheça as ações
principais:
ü
Pré-natal para gestantes de alto risco
ü
Atendimento diferenciado à gestante adolescente
ü
Programa Recém Nascido de Risco
ü
Programa Bebê Saudável
ü
Controle da Asma
ü
Transmissão Vertical Zero do HIV
ü
Parceria com o Banco de Leite
Urgência e
Emergência com mais qualidade
Um atendimento mais humanitário é prioridade em
todo o sistema de saúde em Sorocaba. Nossa Prefeitura inaugurou a Unidade
Pré-Hospitalar da Zona Oeste (UPH), que atua conjuntamente com a UPH Zona Norte
e o Pronto Socorro Municipal, mantido por meio de convênio com a Santa Casa,
que funcionam 24 horas por dia durante o ano inteiro.
Esta rede está montada de forma estratégica,
visando garantir um acesso rápido e facilitado ao atendimento. Dependendo da
necessidade, o paciente é atendido no mesmo dia pelo médico do programa, tem
consulta marcada ou é encaminhado para outra unidade.
O sistema de urgência e emergência ainda conta com
o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu. Em caso de necessidade, o
cidadão pode telefonar para o 192, onde é atendido por uma equipe de médicos que
define qual a estrutura necessária para o atendimento no menor tempo possível.
Coletar, reciclar,
reutilizar: as bases de uma cidade sustentável
Hoje todo mundo fala em
sustentabilidade. Mas em Sorocaba muitas ações importantes para garantir o
futuro de nosso planeta já são realidade há muito tempo.
Não é possível, por exemplo, pensar
em desenvolvimento sustentável sem antes pensar na coleta seletiva – nossa prefeitura
mantém parceria com quatro cooperativas de reciclagem (Coreso, Reviver, Catares
e Ecoeso), que contam com aproximadamente 150 catadores, e coletam uma média de
400 toneladas de material reciclável por mês.
Anauguração da Fábrica
de Polímeros da Coreso e da Rede Cata Vida, instalada em área cedida pela
Prefeitura, transforma o plástico reciclado em tubos para canos de esgoto.
Depois, a Usina de Biodiesel Móvel, montada
sobre uma carreta, que permite produzir combustível biodegradável com óleo de
cozinha usado. Ao dar uma destinação adequada ao óleo, o projeto evita que
milhares de litros sejam despejados em esgotos, depósitos de lixo, rios ou
lençóis freáticos, poluindo nossa cidade.
E
o mais importante – possibilita a geração de emprego e renda aos cooperados.
Patrulheiros
que defendem o Verde
Combater
queimadas é uma prioridade. Doenças como asma, bronquite e algumas alergias são
causadas diretamente por problemas relacionados à qualidade do ar.
Para
isso, uma parceria com o Corpo de Bombeiros criou a "Patrulha Verde",
que aumentou os atendimentos aos focos de incêndio nos meses do ano de clima
mais seco. Este apoio existe desde 2006, com dois pontos de observação, que
atuam diariamente das 10h às 19h.
As
patrulhas verdes são formadas por 14 servidores municipais e 2 integrantes da
Cooperativa dos Egressos e Familiares de Egresso de Sorocaba e Região
(Coopereso), treinados especialmente para combater as chamas assim que surgem,
evitando tragédias.
Só
para você entender como o assunto é sério, além de atender cerca de 90% das
ocorrências de queimadas, a Patrulha Verde também trabalha na conscientização
da população.
Plantar
para melhorar ainda mais Sorocaba
Uma
cidade verde é uma cidade saudável. Com o objetivo de atingir o plantio de 500
mil mudas de árvores até o final de 2012, nossa Prefeitura implantou a
distribuição de mudas, oficinas de plantio e, principalmente, implementou
atividades de conscientização da população para que todos participem.
Para
os alunos das escolas municipais, um projeto especial: o Megaplantio Escolar,
com o objetivo de envolver os estudantes na preservação do meio ambiente,
trabalhando a questão da cidadania e criando um compromisso ambiental. Ao
plantar em lugares próximos às escolas, os alunos assumem o compromisso de
cuidar das mudas plantadas, desenvolvendo o respeito pela natureza.
A
Secretaria de Obras e Infraestrutura urbana mantém um viveiro com capacidade
para a produção de 500 mil mudas de árvores frutíferas por ano dentro da
Penitenciária "Dr. Danilo Pinheiro", no bairro Mineirão, e no Centro
de Detenção Provisória, em Aparecidinha, unindo o trabalho social à consciência
sustentável.
Somente
na segunda edição do Megaplantio, foram 100 mil mudas de árvores nativas e
frutíferas espalhadas pela Avenida Itavuvu, transformando-a numa verdadeira
"Avenida Parque".
Fumaça
Preta nunca mais
Para
orientar e alertar os motoristas de veículos a diesel sobre a regulagem dos
motores para reduzir a emissão da fumaça preta, a Prefeitura promove a Campanha
Educativa "Controle de Fumaça Diesel".
Os
benefícios da diminuição e controle de poluição do ar são visíveis. A
fiscalização por meio da Escala de Ringelmann é feita visualmente com base numa
escala graduada de cores. Os veículos parados são avaliados por um opacímetro,
aparelho que mede os níveis de fumaça provenientes de veículos a diesel.
Despoluido o Rio Sorocaba dá peixe
Há 12 anos, o Programa de Despoluição
do Rio Sorocaba desenvolve um complexo de intervenções com coletas, afastamento
e tratamento de todo o esgoto produzido na cidade, livrando o leito dos
córregos e do rio dessa carga de efluente.
Diversas etapas já estão concluídas,
como as Estações de Tratamento de Esgoto S-1, S-2, Pitico, Itanguá, Quintais do
Imperador e Ipaneminha, que juntas já tratam 96% do esgoto que é gerado em
Sorocaba. Os restantes 4% serão tratados pela ETE Aparecidinha, que entrará em
operação até o final deste ano.
Além disso, estão concluídas 17 estações elevatórias responsáveis pelo bombeamento do esgoto para as ETEs;
3 quilômetros de coletores tronco e auxiliares no córrego Supiriri; e 28
quilômetros de interceptores de esgoto instalados nas duas margens do rio
Sorocaba, desde a rodovia Raposo Tavares até o Parque Vitória Régia.
Esgoto tratado é saúde
Podemos afirmar que quase 100% do esgoto sorocabano
já recebe tratamento: até o final do ano todo o esgoto será tratado.
Para isso, a
Prefeitura viabilizou as Estações de Tratamento de Esgoto Quintais do
Imperador, Ipaneminha, Itanguá, Pitico, S-2, tornando-se um marco histórico
para a cidade e resgatando a vida do Rio Sorocaba.
Expansão das ligações e redes de água e esgoto
A expansão das redes de água e de esgoto e o número
de novas ligações de água e esgoto solicitadas junto ao Saae mostram o
crescimento expressivo da cidade. Em números: 44 mil novas ligações de água, 33 mil
de esgoto e mais 50 mil metros de novas redes de água e 32 mil de esgoto.
Toda a água tratada
Algumas intervenções como a reforma, ampliação e
adequação ambiental da principal estação de tratamento de água de Sorocaba, a
ETA/Cerrado, além da automatização total
e tratamento do lodo garantem a qualidade da água de nossa cidade.
Para não faltar água
São mais de 19,5 milhões de litros de água
armazenados em 8 novos reservatórios instalados pela cidade. Com uma estrutura
cilíndrica e metálica, atendem regiões do Iporanga II, Brigadeiro Tobias, Vila
Barão, Parque Vitória Régia, Parque São Bento e Parque Tecnológico.
Novos sistemas de bombeamento
Você sabe como a água chega até a torneira de sua
casa? Ela recebe uma pressão, que é feita por bombas de recalques, inseridos
junto aos reservatórios da cidade.
Muitos investimentos foram feitos pela nossa
Prefeitura para implantar novos sistemas na ETA/Cerrado; no Éden; Parque São
Bento, Vitória Régia, Jardim Dois Corações; Júlio de Mesquita Filho, Jardim
Novo Eldorado, Brigadeiro Tobias e Campolim.
Abaeté sem alagamentos
O velho problema de alagamento em todos os períodos
chuvosos no bairro do Jardim Abaeté assustou moradores sorocabanos por muitos
anos. Em 2006, nossa Prefeitura acabou com esse temor, através da operação do
sistema de contenção e drenagem de águas pluviais desenvolvidas no local: um
"piscinão" com capacidade para quase 50 milhões de litros de água e
um dique de proteção, além de três conjuntos de moto-bombas.
Além de valorizar o bairro e garantir mais
qualidade de vida, a intervenção da prefeitura resolveu um dos grandes
problemas da população.
Novos sistemas de drenagem
Quando a chuva é muita as enchentes são
inevitáveis: para minimizar os problemas, a Prefeitura tem feito uma série de
investimentos no sistema de drenagem da cidade.
Foram feitas ampliações nas bocas-de-lobo e nas
galerias de águas pluviais, minimizando locais de possível alagamento em tempo
de chuvas. São mais de 182 bocas-de-lobo e 5,7 km de galerias espalhados pela
cidade.
Novos anéis adutores abastecem Sorocaba
Para ampliar as condições de abastecimento de água em
alguns pontos da cidade que apresentavam déficit, Sorocaba ganhou novos anéis
adutores, beneficiando regiões como Central Parque; Vila Helena/altos da
avenida Ipanema; Parque Vitória Régia; Éden e Parque São Bento; Maria Eugênia e
Iporanga.
Somente no Central Parque foram 2 km de tubos. Já
no Vitória Régia/Parque Tecnológico, 9 km de tubulações se estendem da Avenida
Antônio Silva Saladino até a Toyota.
Coletores do Supiriri e Pirajibu
Dois córregos na cidade ainda não possuíam
saneamento em sua totalidade: Supiriri e Pirajibu. Com a implantação dos
coletores-tronco, essa situação se reverteu.
Do Éden ao Vitória Régia, com 10km de extensão, o
coletor Pirajibu deságua no rio Sorocaba. Já o Vitória Régia atravessa a
Avenida Afonso Vergueiro em uma perfuração subterrânea e vai até a chegada no rio
Sorocaba, em uma região próxima à Usina Cultural, em mais de 3500 metros de
coletores de esgoto.
Barragem reguladora do Éden
Esta barragem é responsável por abastecer a Estação
de Tratamento de Água do Éden, além de ser um reservatório para até 343 milhões
de litros de água. Ela consiste num maciço de terra de 72 metros de
comprimento, com um vertedouro em concreto que fornece maior segurança à
barragem.
Av. Dom Aguirre sem água na pista
Os
problemas que impedem tráfego de veículos ocasionados pelo acúmulo de água nas
pistas da Avenida Dom Aguirre estão sendo sanados pelas obras de alteamento.
Buscando complementá-las, a Prefeitura criou dois sistemas do bombeamento na
via, próximos à praça Lions e outro sob a ponte Francisco Delosso.
Um Centro Operacional coordena tudo
Exatamente como é feito nas grande cidades, a
Prefeitura implantou um Centro Operacional para coordenar todas as atividades
de saneamento: além de gerar economia, a o controle centralizado facilita os
serviços do Departamento de Águas, Esgoto e Drenagem de Sorocaba.
sábado, 16 de julho de 2011
A cicatriz em forma de raio
Como acompanhar um personagem que parece real

Hoje tive um sonho nostálgico. Sonhei que tomava cerveja amanteigada em Hogsmeade, com amigos da Corvinal (que sempre foi minha favorita, dentre as casas), contando a todos como foi o jogo de quadribol da última tarde. Levamos a história para as escadas de Hogwarts, seguindo para as masmorras, enquanto Snape nos aguardava. Se esse sonho já faria algum sentido pra você há pelo menos uns 10 anos, esse texto é para nós.
O garoto que sobreviveu. Se Harry Potter recebeu uma pequena cicatriz em sua testa, resultado de um feitiço mal planejado de Lord Voldemort, todos nós também a recebemos , de um outro feitiço - muito mais poderoso e bem executado, por sinal - de uma bruxinha que divagava em trens europeus, J.K. Rowling. E nos obrigamos a acompanhá-lo, como se um imperius proibido nos atingisse despercebidos.
Vivemos dentro do castelo. Colecionamos figurinhas de bruxos e nos degustamos dos estapafúrdios feijoezinhos de todos os sabores. E enquanto eles cresciam - no mundo mágico de sete livros e oito filmes - nós também evoluímos. Sem nenhum esforço, podemos lembrar da primeira ida ao cinema, no frio saudoso de 2001, com nossos 10 ou 11 anos. Muitos não conseguiam esconder a sua paixão, e vestiam trajes, chapéus e até mesmo empunhavam suas varinhas para trazer a magia à tona. Crianças vivenciando o universo mais maravilhoso que já existiu. Ou pelo menos assim pensávamos, naquele instante.
Devoramos as páginas por dezenas e dezenas de vezes. Quando o último capítulo se apresentou, nos obrigamos a abandonar tudo e começar do início. O menino que sobreviveu.
Nós crescemos também, e agora trabalhamos, namoramos e por muitos momentos sentimos que "a magia acabou". Estas duas horas, envoltas de patronos e dementadores, resgataram um pouco daquele aroma gostoso de inocência. O aroma de voltar para casa com o livro de ciências na mão, jogá-lo no canto do armário e ler O Cálice de Fogo pela quinta vez.
A vibração de cada pessoa naquele cinema não correspondia a nenhum adulto. Fomos todos pequenos bruxos, com a insegurança e o medo de experimentar o chapéu seletor no salão comunal. Crianças ansiosas, se emocionando com a morte de entes do imaginário que mais pareciam parentes de carne e osso.
Snape nos derrubou lágrimas mais uma vez. Ele estava ali o tempo todo, por mais que ninguém o tenha percebido. E por falar em lágrimas, ele as deixou para que nos lembrássemos dele, não como o homem que destruiu um sonho, mas ajudou a levantá-lo.
A querida Helena Bonh...Ops, me desculpem, Belatriz Lestrange, nos dividia. Vilã odiosa ou estrela excêntrica? Seu desfecho incomodou, e o público não sabia se aplaudia Molly, ou se lamentava pela madame das trevas.
E a coragem de Neville assustou a muitos. Assustou tanto quanto a realidade que lhe foi imposta, desde criança. A superação constante, que fez com que o riso se abafasse por completo quando a espada foi empunhada, desafiando todo o seu passado.
A criação se completa (ou se renova) quando a criança pergunta ao pai:
- E se eu for pra Sonserina ?
O sussurro foi apenas para o pai, e Harry percebeu que só o momento
da partida poderia ter forçado alvo a revelar como o seu medo era grande e sincero.
Harry se abaixou de modo a deixar o rosto do menino ligeiramente acima do dele.
Dos seus três filhos apenas alvo herdara os olhos de Lilian Potter.
-Alvo Severo - disse Harry baixinho para ninguém mais exceto Gina,
poder ouvir e ela teve tanto suficiente para fingir que acenava para Rosa,
que já estava no trem-, nós lhe demos o nome de dois diretores de Hogwarts.
um deles era da Sonserina, e provavelmente foi o homem mais corajoso que já conheci .
Mais um ciclo terminou. E a gente se pergunta: foi tudo verdade ou aconteceu apenas em nossas imaginações? E um sábio barbudinho responde, todo de branco: "é claro que na imaginação, mas por que isso significaria que não é verdade?"

Hoje tive um sonho nostálgico. Sonhei que tomava cerveja amanteigada em Hogsmeade, com amigos da Corvinal (que sempre foi minha favorita, dentre as casas), contando a todos como foi o jogo de quadribol da última tarde. Levamos a história para as escadas de Hogwarts, seguindo para as masmorras, enquanto Snape nos aguardava. Se esse sonho já faria algum sentido pra você há pelo menos uns 10 anos, esse texto é para nós.
O garoto que sobreviveu. Se Harry Potter recebeu uma pequena cicatriz em sua testa, resultado de um feitiço mal planejado de Lord Voldemort, todos nós também a recebemos , de um outro feitiço - muito mais poderoso e bem executado, por sinal - de uma bruxinha que divagava em trens europeus, J.K. Rowling. E nos obrigamos a acompanhá-lo, como se um imperius proibido nos atingisse despercebidos.
Vivemos dentro do castelo. Colecionamos figurinhas de bruxos e nos degustamos dos estapafúrdios feijoezinhos de todos os sabores. E enquanto eles cresciam - no mundo mágico de sete livros e oito filmes - nós também evoluímos. Sem nenhum esforço, podemos lembrar da primeira ida ao cinema, no frio saudoso de 2001, com nossos 10 ou 11 anos. Muitos não conseguiam esconder a sua paixão, e vestiam trajes, chapéus e até mesmo empunhavam suas varinhas para trazer a magia à tona. Crianças vivenciando o universo mais maravilhoso que já existiu. Ou pelo menos assim pensávamos, naquele instante.
Devoramos as páginas por dezenas e dezenas de vezes. Quando o último capítulo se apresentou, nos obrigamos a abandonar tudo e começar do início. O menino que sobreviveu.
Nós crescemos também, e agora trabalhamos, namoramos e por muitos momentos sentimos que "a magia acabou". Estas duas horas, envoltas de patronos e dementadores, resgataram um pouco daquele aroma gostoso de inocência. O aroma de voltar para casa com o livro de ciências na mão, jogá-lo no canto do armário e ler O Cálice de Fogo pela quinta vez.
A vibração de cada pessoa naquele cinema não correspondia a nenhum adulto. Fomos todos pequenos bruxos, com a insegurança e o medo de experimentar o chapéu seletor no salão comunal. Crianças ansiosas, se emocionando com a morte de entes do imaginário que mais pareciam parentes de carne e osso.
Snape nos derrubou lágrimas mais uma vez. Ele estava ali o tempo todo, por mais que ninguém o tenha percebido. E por falar em lágrimas, ele as deixou para que nos lembrássemos dele, não como o homem que destruiu um sonho, mas ajudou a levantá-lo.
A querida Helena Bonh...Ops, me desculpem, Belatriz Lestrange, nos dividia. Vilã odiosa ou estrela excêntrica? Seu desfecho incomodou, e o público não sabia se aplaudia Molly, ou se lamentava pela madame das trevas.
E a coragem de Neville assustou a muitos. Assustou tanto quanto a realidade que lhe foi imposta, desde criança. A superação constante, que fez com que o riso se abafasse por completo quando a espada foi empunhada, desafiando todo o seu passado.
A criação se completa (ou se renova) quando a criança pergunta ao pai:
- E se eu for pra Sonserina ?
O sussurro foi apenas para o pai, e Harry percebeu que só o momento
da partida poderia ter forçado alvo a revelar como o seu medo era grande e sincero.
Harry se abaixou de modo a deixar o rosto do menino ligeiramente acima do dele.
Dos seus três filhos apenas alvo herdara os olhos de Lilian Potter.
-Alvo Severo - disse Harry baixinho para ninguém mais exceto Gina,
poder ouvir e ela teve tanto suficiente para fingir que acenava para Rosa,
que já estava no trem-, nós lhe demos o nome de dois diretores de Hogwarts.
um deles era da Sonserina, e provavelmente foi o homem mais corajoso que já conheci .
Mais um ciclo terminou. E a gente se pergunta: foi tudo verdade ou aconteceu apenas em nossas imaginações? E um sábio barbudinho responde, todo de branco: "é claro que na imaginação, mas por que isso significaria que não é verdade?"
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Conheça o meu primeiro livro
O livro "Vaidades, contradições e alguns quilos de argila" foi escrito por mim e pela jornalista Beatriz Nunes e buscou, pela linguagem do jornalismo literário, narrar fragmentos da vida e do trabalho de seis jovens artistas sorocabanos: Renato Gommes (ator), Flávia Aguilera (artista plástica), Natali Hernandes (fotógrafa), Renata Cunha (escritora), Hugo Rafael (músico) e Jorge Cury (bailarino).
As entrevistas ocorreram entre janeiro e março de 2012, com atualizações pontuais realizadas no início de 2013. Além dos artistas que compõem o eixo principal do livro, foram ouvidos profissionais de diversas áreas relacionadas à cultura, como jornalistas, empresários e diretores de teatro, formando uma espécie de mosaico do fazer artístico na cidade de Sorocaba. O último capítulo é um serviço, exibindo dados de diversas instituições culturais de Sorocaba para quem deseja conhecer melhor as áreas abordadas.
Link para comprar o livro:
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Clube dos autores (livro impresso) - https://goo.gl/7Npa3E
Google Books - https://goo.gl/JJjwqG
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Ficha Técnica
"Vaidades, contradições e alguns quilos de argila"
Autores: Luiz Fernando Toledo e Beatriz Nunes
Lançamento: 2012
Sem editora
129 páginas
Leia, a seguir, o capítulo 2.2 da artista plástica Flávia Aguilera e deixe suas críticas e/ou sugestões. Caso tenha interesse em adquirir o livro completo, entre em contato pelo e-mail luizf.toledo@live.com
2.2 Flávia Aguilera
“Prefiro
comprar 40 quilos de argila do que um sapato”
Os olhos contraídos da artista plástica Flávia Aguilera encontram no centro da face um nariz que parece ter sido esculpido em marfim. A boca, que se move no ritmo de suas palavras entonadas em melodia de contralto, revela em instantes tímidos um sorriso de sinceridade. Outrora, em tom mais ríspido, uma curiosa retórica de preocupação social, gesticulada como ninguém. Tal harmonia poderia referenciar a calmaria impressionista de uma paisagem de Monet[1], contrastando com a sátira de Goya[2]. Claro, sem a depressão do primeiro nem a turbulência do segundo. E nada disso é suficiente para que a sorocabana de 25 anos pose para uma foto com boa vontade, resultado de um profundo desligamento de seu "eu", isento de narcisismos e estrelismos superficiais.
Somos recebidos na Mansão, uma conhecida casa dos sorocabanos sedentos por novidades do universo da arte e sede do coletivo cultural Rasgada Coletiva. Apesar do nome, trata-se de um imóvel simples, praticamente invisível em relação aos vizinhos. Uma casa qualquer, alguém diria. Em seu interior, paredes repletas de colagens e desenhos produzidos pelos artistas que frequentam o local. A sala principal possui somente um sofá, que acomoda um grande quadro iluminado por uma luz fraca. É lá que o público se amontoa para assistir aos shows de bandas undergrounds da região e até mesmo de outros países. Além da música, o coletivo também oferece eventos de dança, oficinas literárias e workshops de fotografia gratuitos, fomentando a produção e apreciação artística em Sorocaba. Um verdadeiro esconderijo de preciosidades, que talvez revele o verdadeiro significado do termo “mansão".
Na cozinha, cômodo escolhido para a entrevista, nenhum detalhe luxuoso. Ao invés de flores e guardanapos pintados, que seriam comuns na decoração de um local designado às refeições, o que nos rouba a atenção é a presença de um grande número de adereços, como discos de rock alternativo espalhados pela pia e um quadro que trazia um desenho da banda Mars Volta, trabalho da artista plástica Juliana Moraes.
Acomodados em um sofá rasgado, observamos Flávia se distrair com uma máscara de argila feita por ela, que parecia clamar por alguma resposta que ninguém possuía.
Minutos antes, Flávia dava aula de arte no local, profissão que costuma chamar de "principal", à frente da produção enquanto artista. A bagunça, característica notável em todo o ambiente, foi justificada.
"Vivo assim. Em todos os lugares. Meu quarto é desorganizado, minhas pastas são uma confusão. Gosto de colecionar coisas diversas. Sempre que vejo algo bonito no chão, como uma folha seca, eu costumo guardar para usar em trabalhos futuros". Certa vez, encontrou um pássaro morto e julgou que sua asa possuía uma beleza atípica. Foi o suficiente para que a recortasse: “um dia vou usá-la em alguma obra minha”.
Como pensa um artista
Tal forma de pensamento, sem lógicas compulsivas de organização, já havia sido alertada por Lúcia Castanho, professora de Flávia no curso de Artes Visuais da Universidade de Sorocaba (Uniso): "Ela pensa como uma artista. Sua linha criativa é fantástica". Mas o que significa pensar como artista? A primeira resposta chega em uma expressão facial de surpresa. A jovem parece em dúvida se fica animada por ter sido indicada positivamente por uma professora que admira tanto, ou se "pensamento de artista" realmente caberia ao seu processo criativo. Em alguns segundos, não escondendo a timidez, esboça com sinceridade: "não sei exatamente o que ela quis dizer com isso. Talvez seja porque eu não gosto de etapas. Para mim, não existe um processo exato para se criar uma obra de arte. Se um aluno me pergunta se pode usar canetinha, minha resposta é positiva. Se ele quiser usar cuspe e sangue também, será tão positiva quanto", reflete.
"O importante é que, seja lá qual for a ferramenta escolhida, o autor deve estar pensando em seu objetivo, no que ele quer dizer com aquilo que está produzindo. Talvez esse seja o pensamento do artista".
Obras que são sentidas
As obras de Flávia parecem não ter um sentido no momento em que as observamos. São traços disformes e rabiscos sem conexão, mas que com uma apreciação mais profunda, começam a ganhar significado. “Tudo que o artista propõe será sentido por ele e por seu espectador, mas de formas diferentes”, analisa. Para a jovem artista, qualquer obra de arte busca um sentido, então esta deve ser racionalizada e sentida ao mesmo tempo. “A razão e a emoção da obra não agem isoladamente”.
Um dos desenhos exibidos no perfil da artista em sua página pessoal no Facebook (à esquerda) chamou a atenção de amigos e curiosos, que comentavam e questionavam o seu significado. São traços de um lápis que parecem não se encontrar, vagamente lembrando o corpo de um homem que segura uma espécie de quadro ou gravura nas mãos, com um rosto desenhado. Ao contrário do "provável" homem, o quadro traz detalhes mais precisos do rosto, como boca e orelhas. Para Flávia, a diferença entre a uniformidade do quadro e a desconstrução do homem exemplifica o que ocorre na internet: "as pessoas adoram formar definições delas mesmas através da internet e das redes sociais. Elas querem criar características definitivas de si, por meio de fotos totalmente montadas e editadas. Quando alguém compartilha um vídeo com uma música, essa pessoa não quer somente divulgar a música. Ela quer que as pessoas saibam que ela gosta daquele artista e que isso faz parte dela. Eu não acho que as pessoas sejam assim, definidas. Elas são como o homem rabiscado do desenho, complexas e sem traços exatos. Podem me conhecer em um dia em que estou de bom humor e simpática. Mas também posso estar revoltada com a vida e não ser muito educada. Não se trata de ser, mas de estar".
A internet no meio artístico
As redes sociais têm fornecido grande ajuda na divulgação dos desenhos e esculturas de Flávia. "Conheço artistas do mundo todo e, ao mesmo tempo em que compartilho a obra deles, eles também mostram a minha por lá". A artista participa com frequência das conversas que se desenrolam nos comentários de suas próprias fotos, entre elogios e prováveis interpretações de seus desenhos, pinturas e esculturas. Apesar da intervenção, ela gosta de reforçar: "a interpretação é de cada um".
Se por um lado o ambiente virtual é favorável aos artistas, por outro ele pode prejudicar a memória ao longo dos anos. "A arte do passado ficou, mas a nossa vai desaparecer"; A preocupação de Flávia é com a imaterialidade do produto artístico. "Muitas vezes vemos que um quadro que foi divulgado na internet nem existe mais, ficando apenas no registro fotográfico. Não há muita preocupação em mostrar o produto, em visitar museus, pois alguns se satisfazem simplesmente com a visualização por trás da tela de um monitor".
Apesar da crítica, ela própria demonstra certo desapego pela própria produção, evidenciando que também é filha desta geração que descarta as coisas rapidamente. "Sou apaixonada pela minha arte no momento em que estou produzindo. Depois de finalizar, jogo muita coisa fora. Não guardo nem vendo, até porque não sei dar preço para as minhas criações. Se uma pessoa gosta muito de um desenho que fiz, eu penso em por que não dá-lo a ela. Não acho justo cobrar por isso, já que eu tenho tanta facilidade em criar".
A morte é universal
A representação da morte é constantemente apresentada por Flávia em seu trabalho. Tal excentricidade, como muitos chamariam, é leve para a artista, que entende o processo como uma “exposição de sentimentos de dentro pra fora”. “Se fossem analisar minha personalidade pelos desenhos, provavelmente me imaginariam como uma menina que vive em um porão. Querendo morrer”. Não que o desejo pelo fim da vida jamais tenha passado por sua mente. “Já quis muito morrer. Principalmente aos 17, naquela fase em que tudo parece estar errado. No réveillon, meu desejo para o próximo ano era que eu morresse”. Ela chegou até mesmo a arquitetar planos de como contratar alguém que pudesse lhe matar, angariando fundos para o feito, que obviamente não chegou a ser concretizado.
“Para mim a morte é universal. É uma preocupação de todos. Pensamos nisso o tempo todo. Apesar de tudo, eu tenho medo dela”. Seus desejos mórbidos são fruto de uma crítica social que a acompanha desde que viu o pai abandonar as esculturas que tanto gostava para trabalhar em uma empresa, em busca do sustento familiar. “Essa forma cruel em que o sistema trabalha me frustra, às vezes. Meu pai poderia ter sido um ótimo artista, mas a máquina freou seus sonhos, assim como os de tantas pessoas”. O semblante agora é outro. Mais rígido.
A arte como profissão
Flávia é professora de artes em um colégio particular de Boituva. O sustento, por mais que não seja diretamente relacionado à produção que tanto gosta, não foge de seus interesses, além do fato de que não lhe ocupa tanto a ponto de não conseguir desenhar ou desenvolver suas esculturas. “Jamais trabalharia com algo que não me permitisse produzir, pois este para mim seria o fim. Alguns encontram a razão da vida na matemática, outros na administração. Eu a encontrei na arte”.
Sua ligação com a arte não acaba no ambiente produtivo. Mesmo quando não está criando nada, a artista diz conversar sobre arte com os amigos. “Isso acaba filtrando as amizades, de certa forma. Quem não gosta muito desse meu ritmo, simplesmente se afasta”. E a atenção tão focada no assunto existe desde os tempos do primário. “Não consigo pensar num ponto inicial da minha trajetória, porque na verdade eu sempre desenhei, desde que me conheço por gente. Na escolinha eu já pintava e dizia a todos que queria ser desenhista quando crescesse”.
“Arte é combinar sofá e tapete”
A artista sabia que se tratava de uma escolha difícil: "as artes plásticas são menos acessíveis que as outras artes como o teatro e a música, por exemplo. A música já vem pronta, quem não gosta? O teatro diverte instantaneamente, apesar de exigir certa reflexão posterior. Mas a pintura, o desenho, tudo que é visual e estático, exige reflexão. As pessoas só enxergam que a imagem causa desconforto e não querem mais saber daquilo. Não procuram saber o porquê do desconforto, que é a principal provocação de uma pintura. Para o povo, muitas vezes a arte significa combinar o quadro com a cor do sofá e do tapete", reclamou.
A revolta com um sistema que privilegia a estética do belo e socialmente aceitável se evidencia em cada detalhe das vestes de Flávia, além dos objetos que a rodeiam, como uma porção de livros de filosofia sobre a mesa. O moletom estampado em tom pastel parece muito confortável e despojado. Sem demonstrar nenhum tipo de vaidade, um brilho oculto paira no olhar da artista, ora desviando para sua máscara de argila, ora para o amontoado de CDs espalhados.
“Fica rico quem ganha o reality show”
Lembranças sobre a carreira do pai e a discussão sobre a arte como produto mercadológico provocam Flávia como se aquilo a atingisse fisicamente. Mais exaltada do que durante toda a entrevista, inicia um discurso que parecia fresco em sua memória, mas não decorado.
“Até o lazer está inserido na lógica do capital. É preciso se divertir com teatro e cinema para que no dia seguinte se trabalhe com mais ânimo. Retornamos para casa, vemos um capítulo da novela e sonhamos com os vestidos e acessórios das famosas, desejando uma vida como a delas. Isso faz com que busquemos mais trabalho, mais dinheiro e, consequentemente, mais infelicidades com a frustração de nunca ficarmos parecidas com a atriz. Hoje fica rico quem ganha o reality show da TV ou recebe herança. O esforço é deixado de lado. Minha arte busca esta expressão. Ela grita por esse mundo que sufoca".
A cozinha, que desde o começo já não trazia ares de gastronomia, mas de arte, agora parecia ter se transformado em uma assembleia. A cadeira de Flávia aos poucos se moldava como um palanque. Em consonância ao pensamento de que artista também é um político, a jovem proferiu uma frase que poderia considerar a máxima de seu trabalho e atitude: "Prefiro comprar 40 quilos de argila do que um sapato!". A máscara que clamava parece ter encontrado a sua resposta.
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