"Os feios aprendem que beleza não é tudo, e que o conhecimento e a inteligência nos levam a um ser muito mais "amplo" que o atrativo visual, o belo. Já os bonitos, aprendem que esse monte de livros e coisas são pra disfarçar um mundo chato e sem graça, em que a falta de aceitação da sociedade empurra outros modos de passar o tempo de vida restante." É claro que esta minha introdução é generalizada.
Assim sempre funcionaram as coisas. E assim vieram ditados bobos como "não existe mulher inteligente e bonita", e a mesma coisa pra homem. Mas eu sempre pensei:Os ditos "feios", julgam que a inteligência é superior ao estético, porque é algo que você adquiriu, possuiu com o tempo, e não simplesmente teve a "sorte de nascer bonito". Certas vezes penso diferente disso. A mesma sorte que um indivíduo tem pra nascer bonito, é a sorte que ele vai ter de nascer mais inteligente. Pra mim, isso de esforço vale muito, mas compete ao indivíduo saber o seu limite, e cada um tem o seu. Ou seja, chegando num dado limite, a pessoa não sai daquilo. Do contrário, qualquer esforçado seria o melhor do mundo em algo, e sabemos que não é bem assim.
Algumas pessoas nascem com talento, outras com dom. Alguns, já possuem muita afinidade com a leitura e com o estudo, outros detestam. Eu acredito que isso não seja apenas hábito, mas algo inato. Já conheci gente que veio de escola pública, com exemplos ruins na família, e que é apaixonado por ler. Mas apaixonado mesmo, dos que não sai no final de semana com os amigos para ficar estudando. Eu me pergunto: isso é esforço? Ou é do indivíduo, a grande vontade de conhecer coisas novas?
Sem falar que conheço muitas pessoas que odeiam estudar, nem lêem muito, mas normalmente se dão bem na vida, têm facilidade, e chegam em lugares que os "esforçados" muitas vezes não chegam. E tenho exemplos disso também, nada do que estou falando é vago. Já tive colegas em recuperação que pagaram até professor particular e estudaram horrores pra passar. Enquanto isso, outros que passavam o final de semana jogando video-game, nem de recuperação ficavam.
Chega num ponto em que não se pode dizer que a inteligência/competência do indivíduo é superior a uma beleza vinda da "sorte da natureza". Mas ambos. Eu não gosto muito de ler, pra ser sincero. Meu conhecimento, tirei de filmes, da música e de aulas que assisto. Já li muitas revistas de jogos, como a EGM e a Nintendo World, e só. Pra pegar um livro, só com muito interesse mesmo, ou para a faculdade. E mesmo assim, passei sem problemas pelo ensino médio e agora curso jornalismo. Isto, sem grandes feitos. Sem citar exemplos de alguns por aí que fazem de tudo sem estudo, destes que sabem matemática e física de cabo a rabo sem nem tocar em livros.
Sorte?
terça-feira, 28 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
A maturidade de um imaturo
Como todo título recente dos posts, mais uma confusão vem a seguir. Talvez não tão confusa quanto a anterior, mas para pensar como todas.
Adiantando, o que vou falar é sobre mim, e o "imaturo" do título sou eu. Após algumas sessões de saudosismo (reforçada por fotos e vídeos), relembrando as amizades do colegial(do jeito que eu digo, até parece que isso aconteceu há muito tempo, né? haha), senti uma coisa totalmente contrária do que pensei que seria quando chegasse na faculdade: saudade. Mas como é possível? Eu, que aguardava fervorosamente pelo jornalismo, pelos amigos maduros, pelo diálogo de conteúdo e por matérias interessantes, com saudades de uma época de bagunça, da farra e de "fazer nada"? Indubitavelmente, sim.
É como estar preso em um corredor, e uma porta de cada lado: passado e presente. Eu não vivenciava aquilo que sempre quis, mas ria muito, mais ria do que sentia falta de "maturidade" em mim mesmo. Já a faculdade é de uma chatice tremenda, e a cada dia perco mais o gosto pela "vida madura". E não, não é o curso. As aulas são ótimas, tanto quanto a profissão que virei a seguir. O que me inquieta são as pessoas, que de início, eu só avaliei que não estivesse habituado, ou que elas simplesmente fossem realmente chatas. Mas não são, eu é que estou diferente. De forma madura, assumo a imaturidade pra estas amizades e este ambiente. Se esta situação passará por mudanças com um amadurecimento, eu não sei. Talvez eu estivesse certo quanto à chatice. Talvez não. Mas uma coisa é certa: estou morrendo de vontade de fazer um churrasco falando asneira, com um bando de malucos que não são cultos nem querem resgatar alicerces filosóficos ou discutir música brasileira. Só não sei se este "regresso" é positivo, ou uma falta de perspectiva no futuro, e na evolução que passarei nos próximos meses, e anos.
Adiantando, o que vou falar é sobre mim, e o "imaturo" do título sou eu. Após algumas sessões de saudosismo (reforçada por fotos e vídeos), relembrando as amizades do colegial(do jeito que eu digo, até parece que isso aconteceu há muito tempo, né? haha), senti uma coisa totalmente contrária do que pensei que seria quando chegasse na faculdade: saudade. Mas como é possível? Eu, que aguardava fervorosamente pelo jornalismo, pelos amigos maduros, pelo diálogo de conteúdo e por matérias interessantes, com saudades de uma época de bagunça, da farra e de "fazer nada"? Indubitavelmente, sim.
É como estar preso em um corredor, e uma porta de cada lado: passado e presente. Eu não vivenciava aquilo que sempre quis, mas ria muito, mais ria do que sentia falta de "maturidade" em mim mesmo. Já a faculdade é de uma chatice tremenda, e a cada dia perco mais o gosto pela "vida madura". E não, não é o curso. As aulas são ótimas, tanto quanto a profissão que virei a seguir. O que me inquieta são as pessoas, que de início, eu só avaliei que não estivesse habituado, ou que elas simplesmente fossem realmente chatas. Mas não são, eu é que estou diferente. De forma madura, assumo a imaturidade pra estas amizades e este ambiente. Se esta situação passará por mudanças com um amadurecimento, eu não sei. Talvez eu estivesse certo quanto à chatice. Talvez não. Mas uma coisa é certa: estou morrendo de vontade de fazer um churrasco falando asneira, com um bando de malucos que não são cultos nem querem resgatar alicerces filosóficos ou discutir música brasileira. Só não sei se este "regresso" é positivo, ou uma falta de perspectiva no futuro, e na evolução que passarei nos próximos meses, e anos.
sexta-feira, 27 de março de 2009
De volta ao Ônibus
Após algum tempo sem nem pensar em nada do meu livro, decidi voltar à ativa, e nessa madrugada terminei de escrever a história em si, num grande resumo. Para quem não sabe que livro é esse, ou do que se trata, confira ESTE POST que fiz ano passado. Alguns destaques:
- Ela não começará mais na casa de Murilo, mas sim dentro do ônibus.
- Algo revelador sobre seu pai será exposto através de alguns diálogos dentro desse ônibus.
- Murilo falará com todo tipo de pessoa, passando por uma garota fútil, um homem de negócios, uma idosa reclusa e até mesmo uma criança. Ah, e ele não será mais uma criança, e sim um pré adolescente um pouco mais maduro.
- O psicológico vai prevalecer o físico. A maioria dos personagens reflete, na verdade, um pensamento de Murilo através de sua viagem, que não será curta.
- Toda a história vai se passar em 30 minutos do tempo "real", mas uma situação tirará o relógio de cena.
- Somente Murilo perde a percepção do tempo, enquanto os outros passageiros estão com "pressa", e "descerão no próximo ponto", ou "em breve".
- Haverá outro personagem fundamental para a mudança de Murilo, ao final da história, que se mostrará além de quem é.
- Muito do que eu já postei nesse blog fará parte de alguns diálogos, e algumas citações vêm diretamente de filmes que comentei aqui, ou músicas que ouço.
- Sim, tenho grande afinidade pessoal com as características do personagens, mas o desenrolar da história é totalmente diferente da minha percepção. Lembrando que é apenas uma história, e não uma auto-biografia. :p
Enfim, conforme escrever mais, deixarei mais alguns comentários aqui, por enquanto é o suficiente. :D
Até a próxima postagem!
- Ela não começará mais na casa de Murilo, mas sim dentro do ônibus.
- Algo revelador sobre seu pai será exposto através de alguns diálogos dentro desse ônibus.
- Murilo falará com todo tipo de pessoa, passando por uma garota fútil, um homem de negócios, uma idosa reclusa e até mesmo uma criança. Ah, e ele não será mais uma criança, e sim um pré adolescente um pouco mais maduro.
- O psicológico vai prevalecer o físico. A maioria dos personagens reflete, na verdade, um pensamento de Murilo através de sua viagem, que não será curta.
- Toda a história vai se passar em 30 minutos do tempo "real", mas uma situação tirará o relógio de cena.
- Somente Murilo perde a percepção do tempo, enquanto os outros passageiros estão com "pressa", e "descerão no próximo ponto", ou "em breve".
- Haverá outro personagem fundamental para a mudança de Murilo, ao final da história, que se mostrará além de quem é.
- Muito do que eu já postei nesse blog fará parte de alguns diálogos, e algumas citações vêm diretamente de filmes que comentei aqui, ou músicas que ouço.
- Sim, tenho grande afinidade pessoal com as características do personagens, mas o desenrolar da história é totalmente diferente da minha percepção. Lembrando que é apenas uma história, e não uma auto-biografia. :p
Enfim, conforme escrever mais, deixarei mais alguns comentários aqui, por enquanto é o suficiente. :D
Até a próxima postagem!
sábado, 21 de março de 2009
Segregação.
É simples, serei curto e grosso. Talvez não tanto, mas tentarei resumir esse post o máximo possível, porque o assunto é longo e polêmico.
As pessoas não conseguem conviver umas com as outras em grupo. A humanidade tende a se isolar, cada vez mais. Se é culpa da tecnologia, eu não sei, mas é algo que está nos afastando dia após dia de nossa própria essência. E como cheguei à esse pensamento? Do nada é que não foi. Explico!
No ensino fundamental, eu achava que as pessoas eram afastadas umas das outras, e um motivo me vinha em mente: somos todos crianças, não temos muito em comum, cada um tem uma criação. Quando estivermos no colegial, estaremos mais unidos por alguma coisa! O tempo passou, e cheguei no colegial. O que eu achei que fosse aproximar, distanciou todos. Começaram os namoros, os ciúmes, as brigas idiotas, os gostos musicais(que separam sim, não tanto pelo lado ruim mas sim pelo lado bom...Por criarem afinidade entre as pessoas), etc. Neste momento, estamos partindo do terceiro colegial, rumo à faculdade, e pensamos: É AGORA! Serão pessoas exatamente como eu, teremos os mesmos assuntos e vou achar os amigos perfeitos lá. E não Engaaaano! E não digo que não fiz amizade nenhuma, criei bons laços desde o primeiro dia de aula. Mas afirmo que não é como eu imaginava...Que só por ter pontos em comum com alguém, isso me faz amigo dela, ou alguém próximo. Alguns são tão perdidos quanto os que eu conversava no colegial, que nem sabiam o que fazer depois do ensino médio.
A cada fase de nossa vida, me parece que o individual toma parte do coletivo, ou seja, temos um desejo intelectual cada vez maior de se tornar o melhor, de nos afastar dos outros e de criar nosso próprio espaço e identidade. Não que isso seja ruim, mas acabamos nos isolando do restante...E criando aqui um paralelo com o post anterior, adquirimos uma certa arrogância, que ao ignorar a opinião alheia, se torna desnecessária e decadente. O individualismo nem sempre traz bons resultados, e a prova disso é a forma egoísta na qual estamos todos vivendo nos dias de hoje. A dosagem nunca é certa!
As pessoas não conseguem conviver umas com as outras em grupo. A humanidade tende a se isolar, cada vez mais. Se é culpa da tecnologia, eu não sei, mas é algo que está nos afastando dia após dia de nossa própria essência. E como cheguei à esse pensamento? Do nada é que não foi. Explico!
No ensino fundamental, eu achava que as pessoas eram afastadas umas das outras, e um motivo me vinha em mente: somos todos crianças, não temos muito em comum, cada um tem uma criação. Quando estivermos no colegial, estaremos mais unidos por alguma coisa! O tempo passou, e cheguei no colegial. O que eu achei que fosse aproximar, distanciou todos. Começaram os namoros, os ciúmes, as brigas idiotas, os gostos musicais(que separam sim, não tanto pelo lado ruim mas sim pelo lado bom...Por criarem afinidade entre as pessoas), etc. Neste momento, estamos partindo do terceiro colegial, rumo à faculdade, e pensamos: É AGORA! Serão pessoas exatamente como eu, teremos os mesmos assuntos e vou achar os amigos perfeitos lá. E não Engaaaano! E não digo que não fiz amizade nenhuma, criei bons laços desde o primeiro dia de aula. Mas afirmo que não é como eu imaginava...Que só por ter pontos em comum com alguém, isso me faz amigo dela, ou alguém próximo. Alguns são tão perdidos quanto os que eu conversava no colegial, que nem sabiam o que fazer depois do ensino médio.
A cada fase de nossa vida, me parece que o individual toma parte do coletivo, ou seja, temos um desejo intelectual cada vez maior de se tornar o melhor, de nos afastar dos outros e de criar nosso próprio espaço e identidade. Não que isso seja ruim, mas acabamos nos isolando do restante...E criando aqui um paralelo com o post anterior, adquirimos uma certa arrogância, que ao ignorar a opinião alheia, se torna desnecessária e decadente. O individualismo nem sempre traz bons resultados, e a prova disso é a forma egoísta na qual estamos todos vivendo nos dias de hoje. A dosagem nunca é certa!
sexta-feira, 6 de março de 2009
A felicidade se contradiz
Ouvindo a música "Zazulejo" do Teatro Mágico(recomendação de uma colega de faculdade, a Bia), ouvi a seguinte frase:
"Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz."
Raciocinemos. Todos nós procuramos atingir a felicidade. Os poetas, os músicos, os filósofos, e qualquer religião também, de certa forma concordam que nosso maior objetivo é ser feliz, de alguma forma, seja lá qual for. Quanto mais inteligente, mais complexo, e por vezes, mais difícil de atingir essa felicidade. Alguns defendem que a mesma só é encontrada no amor, ao mesmo tempo que paralelamente estabelece uma espécie de dualidade do amor e dos sentimentos. Amar é ser feliz? A música, em todo o lugar, enfim, a felicidade.
Já os ditos "ignorantes, sem estudo, sem conhecimento algum da vida", são as pessoas mais felizes. Talvez por não conhecerem o mundo mesmo, mas o que importa é que são felizes. Segundo nossos grandes intelectuais, o grande objetivo da vida é se tornar inteligente ou ser feliz? E os que não sabem disso, a tem. Seriam então, os ignorantes os grandes sábios? Ou estão errados os que dizem que felicidade é a única coisa que devemos buscar?
"Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz."
Raciocinemos. Todos nós procuramos atingir a felicidade. Os poetas, os músicos, os filósofos, e qualquer religião também, de certa forma concordam que nosso maior objetivo é ser feliz, de alguma forma, seja lá qual for. Quanto mais inteligente, mais complexo, e por vezes, mais difícil de atingir essa felicidade. Alguns defendem que a mesma só é encontrada no amor, ao mesmo tempo que paralelamente estabelece uma espécie de dualidade do amor e dos sentimentos. Amar é ser feliz? A música, em todo o lugar, enfim, a felicidade.
Já os ditos "ignorantes, sem estudo, sem conhecimento algum da vida", são as pessoas mais felizes. Talvez por não conhecerem o mundo mesmo, mas o que importa é que são felizes. Segundo nossos grandes intelectuais, o grande objetivo da vida é se tornar inteligente ou ser feliz? E os que não sabem disso, a tem. Seriam então, os ignorantes os grandes sábios? Ou estão errados os que dizem que felicidade é a única coisa que devemos buscar?
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